quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Premonição 5


Adoro a fórmula dessa série: um grupo de jovens escapa de um grande acidente no começo do filme (por conta de uma premonição) mas o "destino" resolve corrigir a falha, armando novos acidentes pra matar um a um, na ordem em que teriam morrido originalmente.

Como os personagens mudam a cada capítulo, a fórmula pode ser repetida infinitamente. Basta que os roteiristas continuem bolando cenas de morte surpreendentes, que são a essência desses filmes.

Achei o filme divertidíssimo, começando pela sequência de créditos que é muito criativa e já dá algumas pistas do que acontecerá ao longo do filme.

As mortes muitas vezes são exageradas e cômicas, mas acho que faz parte da graça dos filmes de terror (pois fica claro que se trata de uma fantasia, de algo feito pra divertir e não uma obsessão mórbida pela tortura).

Mas o melhor não são as mortes em si, e sim o preparo, a construção das cenas; um suspense criado apenas com imagens e edição - puro cinema mesmo (a sequência da ginástica olímpica deixaria Alfred Hitchcock orgulhoso).

Esse é um dos motivos de eu gostar de filmes de terror; é um gênero que força os filmes a pensarem em termos de clímax, de CENAS, que pra mim é o elemento mais importante num filme. Mesmo quando a história é fraca, o filme sempre tenta entregar 2 ou 3 momentos marcantes.

Final Destination 5 (EUA / 2011 / 92 min / Steven Quale)

INDICAÇÃO: Quem gostou dos outros da série, de Pânico 4, Piranha 3D, etc.

NOTA: 7.0

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Missão Madrinha de Casamento


Vem sido eleito o "filme mais engraçado do ano" essa comédia que parece uma versão feminina de Se Beber, Não Case.

Maya Rudolph (do Saturday Night Live) resolve se casar e escolhe sua amiga mais antiga (Kristen Wiig, também do SNL) pra ser a madrinha. Mas uma rivalidade surge entre ela e uma das damas de honra (a nova melhor amiga da noiva, muito mais rica que Kristen) que torna os preparativos do casamento um desastre após o outro.

O filme mistura um humor mais inteligente e sensível com cenas extremamente grosseiras e escatológicas - uma combinação que busca garantir risadas pra todo tipo de público (e acho que consegue).

Um outro tipo de combinação já não me agrada tanto - comédia com drama. Muitas comédias hoje em dia não se contentam em ser apenas comédias e no final tentam dar uma emocionada, passar uma mensagem piegas de amizade, etc.

O problema é que Kristen faz uma solteirona falida, neurótica e cheia de falhas - uma personagem que é ótima pra gente dar risada, mas nem tanto pra levar a sério e se identificar.

Ainda assim achei o filme hilário, muito autêntico e original, e Kristen Wiig (que eu nunca tinha visto antes) está numa performance brilhante, digna de um Globo de Ouro.

Bridesmaids (EUA / 2011 / 132 min / Paul Feig)

INDICAÇÃO: Quem gostou de Quero Matar Meu Chefe, Professora Sem Classe, Se Beber, Não Case, Superbad, etc.

NOTA: 7.5

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Homem do Futuro


O Homem do Futuro é bom e original. Infelizmente a parte que é boa não é original e a parte que é original não é boa (o roteiro foi adaptado de De Volta para o Futuro - filme que eu conheço do avesso, então sei que não se trata de uma simples coincidência).

Todo filme de viagem no tempo exige um mínimo de boa vontade da plateia, pois se ficarmos analisando todos os detalhes da trama eventualmente encontraremos algo que não faz sentido. Mas os bons filmes do gênero (De Volta para o Futuro, O Exterminador do Futuro, etc...) conseguem em cima disso construir tramas brilhantes e perfeitamente compreensíveis.

Enquanto nesses filmes o prazer está em acompanhar uma história inteligente, cheia de sacadas inteligentes, O Homem do Futuro nos dá o "prazer" de abrir mão da lógica nos rendermos a uma trama que parece complexa demais pra ser entendida, quando na verdade ela não faz o menor sentido.

Provavelmente as pessoas gostaram do filme mais pelo lado romântico, que no começo me atraiu também, mas que vai se tornando cada vez mais pessimista e complicado ao longo da história.

No fim, o que eu tiro do filme é que o amor é incompreensível e trágico, que as pessoas não têm valores e estão à mercê do acaso, que o dinheiro corrompe, que a ciência traz o pior do homem, que mentiras às vezes são necessárias e que, se você "merecer", é aceitável ficar rico trapaceando.

Não gosto desse tom geral do filme. Se fosse uma história original e realmente bem escrita, eu teria aproveitado mais.

O Homem do Futuro (BRA / 2011 / 111 min / Claudio Torres)

INDICAÇÃO: Quem gostou de A Mulher Invisível, Romance, Redentor, etc.

NOTA: 5.0

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Glee 3D: O Filme


Na onda desses shows teens em 3D que passam no cinema (tipo Hannah Montana, Jonas Brothers, etc), este acompanha a turnê Glee Live! In Concert! com o elenco original da série Glee, intercalando apresentações com cenas de bastidores.

O show é mais um karaokê de luxo mas diverte, afinal eles só fazem covers de grandes sucessos então não dá pra errar muito. Há também depoimentos de fãs que tiveram suas vidas transformadas pela série: uma anã, uma menina com síndrome de Asperger, um gay... Isso fica um pouco com cara de encontro evangélico e já não me agrada tanto.

Tenho visto alguns episódios da primeira temporada de Glee e continuo não conseguindo simpatizar muito com os personagens; não por serem losers, mas porque todos me parecem meio falsos, manipuladores, fúteis, um competindo contra o outro... Sinto falta de um mínimo de inocência e bondade no meio disso tudo.

Glee: The 3D Concert Movie (EUA / 2011 / 84 min / Kevin Tancharoen)

INDICAÇÃO: Fãs da série e dos shows que eu citei.

NOTA: 5.0

sábado, 17 de setembro de 2011

Conan - O Bárbaro


Não é exatamente um remake do filme do Schwarzenegger de 1982, mas uma nova adaptação das histórias originais de Robert E. Howard.

Se trata de uma fantasia sobre um garoto da Ciméria que tem o pai assassinado, a vila destruída, e depois de adulto (e bombado) sai pelo continente buscando vingança com a espada forjada pelo pai (o engraçado é que o menino já nasceu durante uma batalha - e a gente fica se perguntando o que a mãe fazia com 9 meses de gravidez numa guerra usando armadura e tudo).

O filme é basicamente uma sequência de lutas mal editadas e extremamente violentas, onde os corpos não se comportam como algo de carne e osso, mas como bexigas de sangue, explodindo e espirrando tudo ao primeiro toque da espada (falando em violência, há uma cena onde Conan enfia o dedo no nariz de um homem que é uma das coisas mais desagradáveis que eu já vi).

Não é trash como alguns estão falando, mas é um filme cuja principal meta é se parecer com outros filmes - ser fiel a clichês, ter apenas a aparência de filmes do gênero. Não há interesse em novas ideias, surpresas, em envolver o público.

A produção até que não é feia, mas o resultado é entediante, previsível, e o modelo Jason Momoa não convence como Arnold.

Conan the Barbarian (EUA / 2011 / 113 min / Marcus Nispel)

INDICAÇÃO: Quem gostou de Thor, Príncipe da Pérsia, Fúria de Titãs, Beowulf, 300, etc.

NOTA: 4.5

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens


Baseado numa história em quadrinhos (que por sua vez já era baseada num roteiro original escrito em 1989), o filme se passa no Arizona em 1873 num cenário típico dos faroestes. Só que em vez de mocinhos contra bandidos, agora temos mocinhos contra extraterrestres, que invadem a Terra pra roubar ouro e sequestram vários moradores da cidadezinha pra realizar testes.

A maior surpresa é que, ao contrário do que sugerem a sinopse e o título, o filme não é uma comédia! Muito pelo contrário; é um drama arrastado e pretensioso com muito menos ação do que se poderia imaginar, resultando num filme bizarro - uma combinação grotesca de gêneros que só teria funcionado se o roteiro fosse brilhante, com personagens bem escritos e uma história realmente sólida.

Quem são as pessoas raptadas pelos aliens? Por que deveríamos nos importar durante 2 horas? Será que dá pra acreditar que cowboys teriam qualquer chance contra uma civilização infinitamente mais avançada, capaz de viajar através da galáxia?

Um erro completo. Se fosse uma comédia na linha Homens de Preto poderia ter funcionado.

Cowboys & Aliens (EUA, IND / 2011 / 118 min / Jon Favreau)

INDICAÇÃO: Quem gostou de Super 8, Distrito 9, etc.

NOTA: 3.0

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Larry Crowne - O Amor Está de Volta


Após perder o emprego (por não ter um diploma), um homem de meia idade (Tom Hanks) resolve mudar de vida e voltar pra faculdade, onde ele faz novos amigos e começa um romance com a professora de oratória (Julia Roberts). Este é o segundo longa que Tom Hanks dirige (o primeiro foi The Wonders - O Sonho Não Acabou).

É triste ver 2 dos maiores astros da história de Hollywood numa comedinha morna como essa. Podia ter sido um filme sobre um cara dando a volta por cima, encontrando um grande amor, etc, mas vira um conto sem sal sobre um homem desajustado que é despedido, pega uns cursos inúteis, conhece pessoas desinteressantes e tem um relacionamento de intensidade moderada.

Hanks sempre fez bem esse tipo de adulto abobalhado que ele repete aqui, mas enquanto em Forrest Gump esse comportamento era charmoso pois no fundo ele era um herói realizando grandes façanhas (não era o bobo que "fingia" ser), um homem comum agindo assim fica parecendo de fato um senhor com problemas mentais.

Por outro lado, Julia faz o tipo impaciente/mal-humorada que era charmoso em Erin Brockovich, onde ela era uma mulher sexy lutando por grandes causas, mas que aqui fica parecendo apenas a atitude de uma professora infeliz e encalhada.

O filme simplesmente não convence. Na história, todos parecem se encantar com o "carisma" adorável de Larry Crowne, e por onde ele passa deixa saudades (um papel meio Robin Williams). Mas isso soa completamente forçado. Nada que Larry pensa/diz/faz justifica sua popularidade (por exemplo, ele se torna líder de um grupo de jovens fanáticos por scooters numa sub-trama completamente besta e improvável).

Fica difícil de imaginar o que atraiu Hanks ao projeto. Talvez seja porque, pra um superstar como ele (um astro multi-milionário reconhecido mundialmente) a rotina de um homem humilde como Larry Crowne pareça algo muito exótico e fora da realidade - algo tão escapista quanto filmes sobre astros de Hollywood são para nós.

Larry Crowne (EUA / 2011 / 98 min / Tom Hanks)

INDICAÇÃO: Quem gostou de O Amor Acontece, Eu Odeio o Dia dos Namorados (Larry Crowne foi co-escrito por Nia Vardalos), etc.

NOTA: 4.0

sábado, 10 de setembro de 2011

Apollo 18 - A Missão Proibida


Estão em alta esses filmes de terror que fingem ser gravações perdidas de eventos sobrenaturais (começou com A Bruxa de Blair mas a moda continua até hoje com REC, Cloverfield, Atividade Paranormal, etc). Esse tenta explicar por que o homem nunca mais voltou à lua, revelando os vídeos da última missão - uma viagem secreta feita após a Apollo 17, que pensávamos ter sido a última.

Mas tudo é tão falso que não dá nem pra brincar de estar sendo enganado (um dos "astronautas" diz que há um lado escuro da lua que nunca é tocado pelo Sol - uma grande asneira se você parar 10 segundos pra pensar). E pra começar, (SPOILER) como o material foi recuperado, se a Apollo 18 foi a última a ir à lua? Será que bilhões foram gastos numa Apollo 19, só pra recuperar os vídeos?!

Mas tudo isso é irrelevante. O filme é até curioso em termos de história - não é como Atividade Paranormal, que se resume a provocar sustos - o problema é que os personagens são muito vazios e distantes pra gente se importar, e o vilão também é fraquinho e não assusta.

O lance de simular ser um documentário pode até parecer uma boa ideia a princípio, pra tornar o filme mais realista e aterrorizante, mas quando se trata de algo obviamente falso, isso se torna só mais uma distração e incentiva a gente a ficar procurando erros (por exemplo, a gravidade na lua que parece igual à da Terra).

Teria gostado mais de um filme convencional onde a gente pudesse ver direito a paisagem lunar, conhecer melhor os personagens, etc. Mas claro, isso exigiria um orçamento muito maior. E um roteirista melhor.

Apollo 18 (EUA-CAN / 2011 / 86 min / Gonzalo López-Gallego)

INDICAÇÃO: Quem gostou de Atividade Paranormal, Contatos de 4º Grau, etc.

NOTA: 5.0