terça-feira, 4 de setembro de 2012

Intocáveis

Baseado num livro autobiográfico, tornou-se o 2º filme francês mais visto de todos os tempos (atrás apenas de A Riviera Não É Aqui). A comédia dramática conta a história de Philippe, um milionário tetraplégico de meia-idade que contrata Driss, um jovem inexperiente para ser seu auxiliar de enfermagem. Philippe é reservado, apreciador de arte e tem dificuldade de se relacionar com mulheres. Driss é expansivo, inculto, mulherengo - e dessa diferença de personalidades nascerá uma amizade improvável.

Driss representa o mito da figura mágica que surge pra transformar nossas vidas, trazendo diversão, aventura, nos ajudando a resolver nossos problemas. Essencialmente, o filme está próximo a fantasias como Mary Poppins ou E.T. (alguns de meus favoritos) só que num contexto realista. É interessante notar que essas figuras frequentemente estão associadas ao poder da cura, à música alegre e ao voo (aqui, a cura vem da maconha, o som é do Earth, Wind and Fire e o voo é de paraglider, mas mesmo assim existe o padrão). Driss também aprende coisas com Philippe, como a conviver na alta sociedade e a desenvolver sua sensibilidade artística.


A única razão de eu não amar o filme da mesma forma que amo outras histórias desse tipo é o fato dos personagens serem comuns e não apresentarem grandes valores de caráter (enquanto as figuras "mágicas" de Hollywood costumam estar ligadas a grande sabedoria e integridade, as virtudes de Driss parecem vir simplesmente do fato dele ser espontâneo e comum). De qualquer forma, é uma história simples, universal e o filme é bem feito em todos os níveis. Não é difícil de entender o seu sucesso.

Intouchables (FRA / 2011 / 112 min / Olivier Nackache, Eric Toledano)

INDICAÇÃO: Quem gostou de Um Sonho de Liberdade, O Discurso do Rei, Melhor É Impossível, etc.

NOTA: 8.0

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