terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Frances Ha (anotações)

- Atriz convence muito nesse papel! Caracterização muito bem feita - mas não é uma personagem admirável (se ela tivesse 10 anos de idade, seu comportamento teria certo charme, mas aos 27, parece apenas uma menina perdida, sem classe, um pouco inconveniente e sem auto-estima - realmente "inamorável" como diz o amigo).

- Diálogos e relacionamentos muito autênticos. Divertido ver 2 pessoas que são tão abertas e têm tanta sintonia quanto essas duas amigas. Lembra um pouco um sitcom.

- Naturalismo: filme não tem uma trama ou uma mensagem explícita. Personagens não estão atrás de algo específico - são apenas arrastados pelas circunstâncias. O maior propósito da história parece ser expor a personalidade de Frances.

- Filme está na premissa de "universo malevolente": acha que a vida é uma série de eventos desconectados que levam a lugar nenhum. É o oposto do que seria um filme inspirador - ao assisti-lo, uma pessoa jovem e não muito segura terá sérias dúvidas quanto às suas ambições, carreira, e achará que seus sonhos são insignificantes e seu destino não está sob o seu controle.

- Filme não explica por que Frances é uma "perdida". Será que ela escolheu a carreira de dançarina com bom senso? Será que ela tem algum talento ou potencial? Será que ela se esforça o bastante? Nada disso é dito. Temos apenas a sensação de que a vida é incerta - uns simplesmente se dão bem, têm talento, são bem sucedidos, têm dinheiro, têm onde morar, e outros não já não têm a mesma sorte (compare com Blue Jasmine - que também é sobre uma mulher perdida, mas que não tem o mesmo senso de pessimismo - pois o filme explica e julga a protagonista; ele mostra as decisões erradas que ela faz, as razões pelas quais ela termina no buraco, etc - aqui, Frances é retratada com neutralidade, como se ela fosse apenas uma vítima do acaso - convidando o espectador a se identificar).

- Depois que ela apresenta sua coreografia e é elogiada pelo amigo, ela diz, com ar de descaso: "Ah, obrigada, eu gosto de coisas que se parecem com um erro". Ela não leva nada a sério! Não é surpresa que esteja onde está.

- Cena da caixa de correio que explica o título do filme: confirma também o pouco caso e desleixo da protagonista, que não se esforça nem pra que seu nome seja escrito da maneira correta.

CONCLUSÃO: Lado bom: personagens e diálogos muito realistas e interessantes. Lado ruim: abordagem naturalista e premissas negativas.

(Frances Ha / EUA / 2013 / Noah Baumbach)

FILMES PARECIDOS: Elena, Antes da Meia Noite.

NOTA: 6.0

domingo, 22 de dezembro de 2013

A Vida Secreta de Walter Mitty (anotações)

- Visualmente interessante desde os créditos. Fotografia parece ser a maior atração do filme (e também o uso inesperado de efeitos especiais sofisticados).

- Personagem desinteressante. Detesto esse tipo de arquétipo - o loser metódico de meia idade, com um emprego chato de escritório e sem vida pessoal. Se ele estivesse entediado e fazendo isso apenas por uma necessidade temporária, eu ainda me identificaria. Mas não. A vida dele É assim.

- Pouco provável ninguém saber como encontrar o fotógrafo e ele precisar viajar atrás do cara. Desculpa do roteiro pro protagonista ter que sair numa aventura. Trama do filme não convence. E mesmo que convencesse, a meta de Mitty é muito banal pra plateia se importar: tentar encontrar um fotógrafo que pode ou não saber onde está um negativo, que pode ou não resultar numa foto interessante, que pode ou não salvar o emprego chato dele.

- Filme sofre de "romantismo reprimido". Ele diz timidamente que a vida deveria ser cheia de aventura, emoção, grandes desafios, mas no fundo não acha que isso seja possível. Se o autor realmente tivesse essas convicções, ele teria feito um filme como Missão: Impossível ou algo do tipo.

- Não estou torcendo pra que haja um romance. O que essa mulher iria querer com um cara sem graça e inseguro como Mitty? Não há um elo muito forte entre eles.

- Hahahah - paródia de Benjamin Button!! Ben Stiller devia ter transformado o filme inteiro numa comédia pastelão que é o que ele faz melhor.

- Outro problema da história: viagem inteira pode ser uma alucinação na cabeça de Walter, o que distancia a gente da ação e quebra o senso de escapismo.

CONCLUSÃO: Visualmente muito bonito mas trama é artificial e a mensagem "pare de sonhar - comece a viver" não chega a convencer.

(The Secret Life of Walter Mitty / EUA / 2013 / Ben Stiller)

FILMES PARECIDOS: O Curioso Caso de Benjamin Button, Onde Vivem os Monstros, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, Viagem a Darjeeling.

NOTA: 6.0

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Como Não Perder Essa Mulher (anotações)

- Filme mostra um cara superficial, com valores horríveis, promíscuo e o retrata com uma ironia simpática. Ou seja, filme quer atingir o positivo negando o negativo. Mas será que isso é o bastante? Será que haverá algo de fato positivo no filme? Ou o filme se limitará a ser cínico e rir de atitudes desprezíveis?

- Interessante o fato dele preferir filmes pornôs a relações reais com mulheres. Há algo de platônico nisso.

- Scarlett Johansson está linda, carismática e tem boa química com Joseph Gordon-Levitt.

- Filme tem ótimos toques de humor (ele rezando enquanto faz academia, menina no celular na igreja). Direção é autêntica, tem estilo próprio, etc.

- Personagens secundários são muito bons (família de Don, Julianne Moore).

- Briga sobre Don querer fazer a faxina ele mesmo interessante (como caracterização). Será que ele tem algum tipo de TOC? É perfeccionista? E por que isso parece ter tudo a ver com o fato dele preferir filmes pornôs a mulheres reais?

- Passagem de tempo muito criativa (usando uma espécie de animação stop motion).

- Personagem é gostável porque ele parece inocente no fundo. Reconhece as próprias falhas e tenta melhorar. É uma pessoa limitada, mas não mal intencionada.

SPOILER: Demais quando a personagem da Julianne Moore começa a fazer ele entender sua própria psicologia! Cena de sexo muito boa!!!

SPOILER: Perfeito! Depois que ele tem uma relação satisfatória com Moore, ele não acha mais natural ir se confessar ao padre! Observação incrível do roteiro!!

CONCLUSÃO: Filme muito honesto e íntimo (só pode ter sido baseado em experiências pessoais de Joseph) com ótimos personagens e uma sensibilidade psicológica incomum.

(Don Jon / EUA / 2013 / Joseph Gordon-Levitt)

FILMES PARECIDOS: O Lado Bom da Vida, Amizade Colorida, 500 Dias com Ela.

NOTA: 7.5

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Hobbit: A Desolação de Smaug (anotações)

- Produção top, efeitos de primeira, fotografia bonita, locações fantásticas, atores sérios. Tudo isso dá um ar de importância ao filme que o torna atraente independentemente da história (pelo menos até certo ponto). Entretenimento que se leva a sério (compare com uma saga como Crepúsculo, que parece tola nos efeitos, atores, diálogos, etc).

- Não há conflitos muito fortes além da ação física, e personagens não são muito interessantes (falta um protagonista forte; filmes sobre grupos geralmente são vagos e menos envolventes). Mas pelo menos a história é clara. Sabemos onde eles têm que chegar e que obstáculos precisam enfrentar.

- Sequência das aranhas muito bem feita!!

- Ideia de escapar dentro de barris divertida, mas as lutas deixam a desejar. Detesto esses personagens ultra habilidosos que sempre que aparecem esquartejam dezenas de adversários em segundos e sem nenhum tipo de esforço. É um nível de força e precisão totalmente impossível que destrói a realidade das cenas.

- Um pouco monótono o filme, no sentido de que o tom emocional é sempre o mesmo: "algo terrível está prestes a acontecer". Filme são 2 horas e meia de pessoas falando em tom sério e aguardando o próximo perigo. Cria certo suspense, mas não é o bastante (falta variedade, emoções positivas, etc). Outro problema: filme cria situações difíceis para os personagens, mas os tira de maneira fácil e desinteressante (sempre há uma arma especial, uma planta mágica, alguém fora de quadro que mata o vilão no último momento, etc). Isso impede a gente de sentir orgulho dos personagens.

- Ausência de surpresa também me entedia. Tudo é muito previsível (em termos visuais, de narrativa; os personagens são exatamente os arquétipos que aparentam, etc).

- Dragão muito bem feito! Cara assustadora.

SPOILER: Por que o ouro está sólido mas vira líquido de um segundo pro outro? E por que o dragão consegue se livrar tão facilmente? Final frustrante.

CONCLUSÃO: Produção de primeira com algumas cenas de ação bem feitas, mas pobre em narrativa, direção, personagens, etc.

(The Hobbit: The Desolation of Smaug / EUA, Nova Zelândia / 2013 / Peter Jackson)

FILMES PARECIDOS: Oz: Mágico e Poderoso, Branca de Neve e o Caçador, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, O Senhor dos Anéis.

NOTA: 7.0

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carrie, a Estranha (anotações)

- Essa atriz não é um pouco bonitinha demais pra fazer papel de uma nerd excluída? Ela vai ter que compensar com a interpretação.

- Performance da menina totalmente exagerada e teatral! Julianne Moore também como a mãe! Raro isso hoje em dia... Torna o filme divertido de ver! (Às vezes provoca certas risadas na platéia e vira um pouco "kitsch", mas eu perdoo pois a intenção é tornar tudo mais intenso e dramático).

- Figura de Jesus sangrando - não faz sentido! Filme não é sobre telecinésia? Ou ela é filha do diabo ou algo do tipo?

- Um pouco forçado todo mundo humilhar Carrie no colégio. Poucas pessoas seriam tão cruéis com uma menina inocente e claramente problemática. Por outro lado, não incomoda tanto o exagero nesse caso. É divertido ver as pessoas sendo cruéis e injustas com Carrie - quando você sabe que ela tem poderes secretos que ninguém sabe.

- Roteiro é sensível  na sequência em que Tommy pede pra Carrie a ir ao baile com ele. Seria falso se ela aceitasse de cara, pois de fato parece uma armação. Mas a maneira como ele insiste - e o detalhe dele lembrar do poema que ela leu na classe - fazem a gente acreditar que ela compraria a história.

- SPOILER: Filme passa do ponto ao tentar superar o clímax do original (rachaduras na rua, cena do posto, etc). Fica muito over. E senti falta da cena da mão que era uma das mais marcantes do primeiro..!

CONCLUSÃO: História continua ótima em sua simplicidade. Seria difícil fazer um filme desinteressante desse livro, pois ele lida com questões muito básicas de auto-estima, além de ser uma história irresistível de vingança. Filme deve ter sido mal recebido principalmente por ser um remake de um clássico cultuado, pois ele é muito mais bem feito que a maioria dos remakes recentes.

(Carrie / EUA / 2013 / Kimberly Peirce)

FILMES PARECIDOS: A Morte do Demônio (2013), Carrie, a Estranha (1976).

NOTA: 7.0

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Última Viagem a Vegas (anotações)

- Mau gosto: filme tira sarro da velhice logo nas primeiras cenas (cena da hidroginástica) - acredita que ser idoso é algo constrangedor que precisa ser lidado com humor.

- Premissa já não é das mais interessantes. Não espero que coisas realmente fantásticas aconteçam nessa viagem. Não pelo fato deles serem mais velhos, mas por serem personagens convencionais, não muito interessantes. Não há grandes conflitos, questões de vida ou morte... É tudo muito tímido e comportado pra uma comédia do tipo Se Beber, Não Case!

- É o tipo de situação que seria divertida na vida real mas que não é incrível o bastante pra se fazer um filme a respeito. É como mostrar pra um amigo o vídeo daquela viagem incrível que você fez com sua família, e perceber que filmado não tem a mesma graça.

- Tentativa de tornar idosos "cool" pro publico jovem. Intenção é boa, mas estratégia é errada. Filme quer mostrar que, apesar da idade, eles são iguais aos jovens e só querem saber de curtir o momento, aprontar, beber, ir pra balada, caçar meninas novas... Acaba sendo meio deprimente, até porque não acontecem coisas muito ousadas ou extremas (como em Se Beber, Não Case ou mesmo o italiano Meus Caros Amigos). Seria mais interessante ver um personagem como o Woody Allen numa despedida de solteiro (alguém que fosse o oposto desse tipo de curtição).

CONCLUSÃO: Elenco simpático, mas história não é das mais engraçadas e humor é ameno demais pra esse gênero de filme.

(Last Vegas / EUA / 2013 / Jon Turteltaub)

FILMES PARECIDOS: Se Beber, Não Case! Parte III, Minha Mãe É uma Viagem, Antes de Partir, etc.

NOTA: 5.5

sábado, 7 de dezembro de 2013

Azul É a Cor Mais Quente (anotações)

- Qual a necessidade desses closes nas pessoas comendo macarrão de boca aberta?!

- Legal que no começo ela ainda não se descobriu lésbica. Torna a história mais envolvente e acessível pro público em geral (assim como Brokeback Mountain atingiu um público mais amplo do que o gay).

- Estava simpatizando mais pela personagem até vê-la na passeata. Será que esse elemento político tem a ver com o filme / é necessário?

- Não há um conflito forte. Ela não tem um namorado, traumas psicológicos, a família não é homofóbica nem religiosa, não corre o risco de perder o emprego... Virar lésbica não trará grandes problemas. No máximo a rejeição das amigas na escola. Mas não parece ser uma grande questão.

- Perigoso: direção do filme pressupõe uma atração sexual da platéia pelas atrizes (closes em partes do corpo, etc). Romance não é construído com base em valores mais amplos, portanto só deve se envolver mesmo quem for lésbica.

- Primeira cena de sexo entre as duas uma das mais chocantes que já vi!!!!!! Totalmente pornográfico e apelativo!!!

- Outra cena de sexo explícito?? As pessoas só comem e fazem sexo no filme??

- Comendo macarrão de novo? Depois ostra? Por que sempre as coisas mais nojentas visualmente? E as pessoas estão sempre babando, comendo de boca aberta. Filme desglamouriza personagens de propósito.

- Não há um enredo estruturado. Boa parte do filme são conversas rotineiras e situações que nada acrescentam à história (cenas na escola, encontros com amigos, etc). Parece documentário ou filme amador.

- Diálogo sobre orgasmo feminino ser superior ao masculino: filme é sexista (detalhes como a cena do museu - elas admirando pinturas de mulheres nuas). História devia focar em caráter, valores universais. Imagine se em Brokeback Mountain os caras ficassem cultuando o corpo masculino e falando da superioridade sexual do homem. Todo mundo ficaria revoltado e com razão. É como aqueles filmes americanos exclusivamente para negros, que focam demais na raça e acabam sendo racistas só que ao contrário.

- 3 horas de filme? Além de não ter um enredo o filme é interminável! Muita falta de consideração com o espectador. Filme é cheio de cenas sem conteúdo e desnecessárias.

- Protagonista é mentirosa, trai a namorada. Não é uma personagem admirável.

- Filme ganhou Palma de Ouro em Cannes justo no ano em que o SPIELBERG era o presidente do júri?? Este filme é o oposto de tudo o que ele sempre expressou em seus filmes (narrativa, estrutura, romantismo, etc).

- Ator quando quer ser aclamado tem que chorar, deixar o ranho escorrer até a boca e não limpar. Nojento.

- Não há explicação pro fim do amor. Talvez ele nem tenha existido. Foi superficial assim como o primeiro encontro... Baseado em primeiras impressões e por isso mesmo não durou.

CONCLUSÃO: Boas atrizes, mas filme não tem enredo, é longo demais, atração é superficial, filme é sexista, cenas de sexo são apelativas.. IMPORTANTE: Isso não tem nada a ver com o fato do filme ser sobre lésbicas (e eu não ser uma)! Quem lê meu blog sabe que eu sou sempre negativo com filmes Naturalistas e filmes que focam demais no aspecto físico do sexo.

(La Vie d'Adèle / França, Bélgica, Espanha / 2013 / Abdellatif Kechiche)

FILMES PARECIDOS: Weekend, Shame.

NOTA: 2.5

domingo, 1 de dezembro de 2013

Vovô Sem Vergonha (anotações)

- Assim como Borat, a graça desse tipo de filme depende das pegadinhas serem reais. Mas logo de cara elas parecem armadas, como a do velório. Por que tantas pessoas estariam no velório de uma estranha? E depois que o cadáver cai do caixão, ninguém continuaria ali dançando, cantando, etc.

- Reação dos caras que ajudam a colocar a morta no porta-malas é falsa. Essa preocupação com a autenticidade das pegadinhas me impede totalmente de aproveitar o filme.

- Cena do correio com o menino dentro da caixa: agora está explícito que é tudo combinado. Filme perde todo o propósito! Proposta de misturar narrativa com câmeras escondidas já não é das melhores (as cenas dramatizadas não tornam o filme mais envolvente, os personagens mais interessantes, etc). Mas pelo menos se as pegadinhas fossem reais haveria um motivo pra querer ver o filme até o final.

- Isso não é fraude, legalmente falando? Eu vim ver o filme por que o trailer disse que as reações eram autênticas... É tão desrespeitoso com o espectador!

- O cinema inteiro está morrendo de rir! Eles não enxergam que é tudo falso?? As pessoas em geral são tão mais ingênuas do que eu penso! Como é que elas sobrevivem no dia a dia??

- É meio deprimente ver todo mundo se divertindo e saber que a alegria delas tem uma origem falsa. Cineastas são do tipo que pensam "se minha esposa nunca descobrir, não faz diferença se eu a trair ou não".

CONCLUSÃO: Fortes evidências de que as pegadinhas são armadas destroem a diversão pra mim - mas mesmo que elas fossem reais, suspeito que não seria tão divertido quanto os outros do Jackass, que no fundo eram sobre amigos de verdade se divertindo e fazendo coisas fisicamente inacreditáveis.

(Jackass Presents: Bad Grandpa / EUA / 2013 / Jeff Tremaine)

FILMES PARECIDOS: Borat.

NOTA: 0.0
(gosto da intenção do filme - se fosse real, daria uns 7.0 talvez; é o fato dele ser desonesto que pra mim invalida tudo)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Jovem e Bela (anotações)

- Menina tem corpo lindíssimo de fato.

- Cena boa em que ela perde a virgindade (num sentido meio horrível).

- Por que ela se prostitui? Não há psicologia, aprofundamento. Filme apenas mostra a personagem fazendo coisas, mas não tenta explicar o porque.

- Propósito em ver o filme é principalmente sexual. Não há de fato uma boa história - tudo parece um pretexto pra mostrar a atriz fazendo sexo com homens mais velhos. Como se o diretor estivesse motivado mais por uma fantasia erótica pessoal do que por um propósito artístico.

- Irmão mais novo de Isabelle é o personagem mais adorável do filme.

- SPOILER: Quando a mãe descobre que filha se prostitui, a história fica mais interessante. Deixa um pouco de parecer pornochanchada e passa a haver um conflito mais envolvente.

- Filme sempre sugerindo assuntos desagradáveis como pedofilia, incesto, sexualidade precoce, etc.

- Encontro macabro com Charlotte Rampling.

CONCLUSÃO: Bom elenco, mas filme não tem um grande propósito além de provocar fantasias sexuais em homens mais velhos. Mas histórias sobre pessoas que se prostituem por curiosidade são sempre razoavelmente envolventes.

(Jeune & Jolie / França / 2013 / François Ozon)

FILMES PARECIDOS: À Deriva, Confiar, Swimming Pool - À Beira da Piscina.

NOTA: 6.0

sábado, 23 de novembro de 2013

Sobrenatural: Capítulo 2 (anotações)

- Sequência de abertura muito boa. Gostei que a médium não fica surpresa ao se deparar com espíritos. Ela age como um investigador (é o trabalho dela, fantasmas não são uma surpresa). Trás mais realismo pra cena, estranhamente.

- Todas as cenas de suspense são muito bem dirigidas! James Wan - melhor diretor de terror da atualidade! Está fazendo do susto uma nova forma de arte.

- Legal ter atores como Barbara Hershey no elenco - trás certa seriedade a um gênero que geralmente não é levado a sério. Invocação do Mal também foi bom nesse sentido.

- Hospital abandonando que eles visitam: um pouco irreal, pois o lugar não teria por que parecer uma casa mal assombrada. Sequência tem alguns truques baratos.

- SPOILER: Pai possuído querendo matar a família + crianças vendo espíritos: alguns elementos da trama lembram muito O Iluminado. Cena do Patrick Wilson quebrando a porta também - essas coisas tiram a gente da cena, pois vemos que é uma repetição de um outro filme, o que quebra um pouco a tensão.

- SPOILER: Mortos sentados e cobertos com panos - outra imagem forte! Filme não é bom apenas em dar sustos - ele tem umas ideias muito sinistras...!

- Alivio cômico em momentos inapropriados às vezes (não gosto quando há piadas em cenas realmente tensas, onde a gente está querendo curtir o terror da situação).

- O "outro mundo" tem uma qualidade de sonho que eu adoro (fumaça, cenários estilizados, etc).

- Meio difícil de acompanhar a trama no final, embora seja interessante a maneira em que os universos paralelos se conectem.

- SPOILER: Senti falta do monstro da cara vermelha do primeiro filme - que pra mim foi um dos melhores sustos da história.

CONCLUSÃO: Sustos mais fortes e ideias mais interessantes que Invocação do Mal (também de James Wan), embora ainda abuse de alguns clichês. Um dos melhores de terror do ano.

(Insidious: Chapter 2 / EUA / 2013 / James Wan)

FILMES PARECIDOS: Invocação do Mal, Os Escolhidos, Atividade Paranormal, Sobrenatural.

NOTA: 7.5

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Blood Money - Aborto Legalizado (anotações)

- Pra "provar" que um embrião não é diferente de um homem adulto, entrevistado define o ser humano como um "saco de pele". Vai ser difícil assistir esse documentário...

- Noção absurda de que indústria do aborto é uma conspiração racista pra acabar com a população negra, pois mulheres negras estatisticamente engravidam mais e abortam mais - ou seja, o aborto deve ser proibido para que a população negra não diminua (!).

- Outra teoria absurda: as clínicas distribuem anticoncepcionais ineficientes, já esperando que eles falhem, pois assim lucrarão mais depois com os abortos (!!!!).

- Comparação da clínica Planned Parenthood com o nazismo é insana... Como se a clínica forçasse as mulheres negras a abortarem.

- Argumentos do filme contra o aborto são todos errados! Diz que é errado abortar pois aborto trará traumas psicológicos pra mulher. Mas e o trauma de ter um filho que você nunca quis ter ou não pode criar?

- Sim, algumas pessoas podem morrer fazendo o aborto. E algumas podem morrer parindo um filho, ou fazendo uma lipoaspiração. Cada um escolhe que riscos que quer correr!

- Se o homem é apenas um saco de pele, e um embrião tem tantos direitos quanto uma mulher grávida, fica difícil dizer por que humanos têm mais direitos que animais. Essas pessoas deviam todas ser vegetarianas, e deviam ser presas por assassinato ao pisarem numa barata também (outro "saco de pele").

- Claro que a clínica ganha dinheiro com abortos. Se fizesse o procedimento de graça daí sim ela seria boa? Médicos também lucram tratando pacientes com câncer. Isso não os torna malignos - eles não estão provocando a doença nos pacientes.

- Manipular pessoa frágil psicologicamente pra abortar não é recomendável... Fazer um "aborto" numa mulher que não está grávida pra tirar dinheiro dela é certamente um absurdo. Mas isso é fraude - é errado em qualquer contexto. Esse tipo de médico devia ser preso - não o aborto proibido por conta de alguns trapaceiros.

- Problemas de higiene das clínicas de aborto - isso NADA tem a ver com a questão! Existem restaurantes sujos também - devemos fechar todos então?

- Outro argumento ridículo: clínicas de aborto têm clima "pesado" e deixam funcionários estressados. Bom, e quem trabalha num pronto-socorro?

- Documentário parte do princípio que nenhuma mulher no fundo quer fazer o aborto. Que elas estão numa fase de "crise", e que clínicas gananciosas se aproveitam desse momento pra ganhar dinheiro. Em nenhum momento falam de mulheres que realmente não queriam engravidar - nem de casos especiais como estupros, etc.

- O filme não toca no assunto, mas por trás disso tudo parece haver uma questão religiosa que deve ser questionada - a ideia de que cada vida é um milagre de Deus, etc.

CONCLUSÃO: Discordo do documentário sobre a questão do aborto - mas esse não é o motivo de eu ter achado o filme fraco - e sim o fato dele ter argumentos totalmente sem sentido, e não levantar os poucos que talvez fossem desafiadores pra um espectador como eu. Só serve como meditação pra quem já comprou a ideia.

(Bloodmoney / EUA / 2010 / David K. Kyle)

FILMES PARECIDOS: Quebrando o Tabu, etc.

NOTA: 3.0

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Blue Jasmine (anotações)

- Ideia legal de mostrar em flashbacks a vida de Jasmine quando era rica.

- Cate Blanchett está ótima. Mesmo quando menos ambiciosos, filmes do Woody Allen sempre têm ótimos atores, personagens, situações envolventes, diálogos interessantes... Falam de dramas que são íntimos pra qualquer um - problemas financeiros, relacionamentos, família, status social, questões de auto estima, etc. É como ir na terapia, onde você só fala sobre temas pessoais e relevantes... Ou conversar com um amigo inteligente, cheio de insights sobre psicologia e comportamento humano.

- Filme tira sarro de losers, pessoas sem noção - expõe comportamentos patéticos ou inapropriados que observamos no dia a dia mas não comentamos... É daí que vêm muitas das risadas. Também do mau humor de Cate... Woody é expert em personagens neuróticos e mal humorados.

- SPOILER: Filme acaba de maneira incerta, sem dizer o que vai acontecer com Jasmine. Achei meio frustrante, queria mais uns 10 minutos de história!

CONCLUSÃO: Embora menos original e criativo que os últimos de Woody, ainda é uma comédia dramática inteligente, cheia de bons atores, personagens e conteúdo psicológico.

(Blue Jasmine / EUA / 2013 / Woody Allen)

FILMES PARECIDOS: Antes da Meia-Noite, Para Roma com Amor, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, etc.

NOTA: 8.5

sábado, 16 de novembro de 2013

Jogos Vorazes: Em Chamas (anotações)

- Alucinação de Katniss caçando na floresta - maneira rápida de colocar a gente na pele da protagonista (empatia).

- Fácil de entender por que filme é popular entre adolescentes (ainda mais meninas). Protagonista é uma heroína como não se vê há um bom tempo (Bella de Crepúsculo não chegou nesse nível). É habilidosa, íntegra, inteligente, bonita, forte, generosa, disputada por homens atraentes, famosa.. Sem falar que a atriz é ótima. É uma inspiração pra plateia assim como a personagem Katniss é inspiração pra população na história.

- Espero que o público não interprete a história como uma manifestação de esquerda (como V de Vingança virou um símbolo político).

- Que bom que vai ter os jogos! O trailer dava a impressão de que o filme seria apenas sobre as consequências dos jogos do primeiro filme, mas que não haveriam jogos de novo. Ficaria faltando alguma coisa.

- Os 2 (Katniss e Peeta) não podem ser os únicos sobreviventes de novo, seria muita sorte (e pouco convincente). Filme deixa a gente curioso pra saber como irá acabar a história.

- Participação da Jena Malone (Johanna) ótima do momento em que ela aparece.

- Interessante como Katniss está sempre disposta a se sacrificar, ou então está sendo caridosa, colocando a necessidade dos outros em primeiro lugar, etc. Embora ela não seja um herói tipo Batman, cuja motivação principal é salvar os outros, filme ainda está na premissa de que essa é a essência da virtude (ou uma das). O elemento de auto-sacrifício deve ser questionado.

- Roteiro não se desgasta. Como os jogos (o momento mais aguardado) ficam pro final, nosso interesse apenas aumenta ao longo da história.

- Sequência da névoa tensa!

- SPOILER: Ótima a ideia do relógio! Dá um sentido pro que houve antes e uma lógica pra eles seguirem (ideia de usar o raio pra eletrocutar os outros também é ótima sacada). Ação não é confusa como em muitos filmes atuais.

- Apesar do Liam Hemsworth ser mais "homem", será que alguém não torce pra ela ficar com o Peeta no fim? Romance não seria tão interessante se a gente tivesse certeza de que ela gosta do Peeta - ou que de fato não gosta.

- SPOILER: Palmas pra Katniss na cena do raio!!!

- Um pouco confuso esse final pra mim (Woody Harrelson, Philip Seymour Hoffman, etc). Fiquei um pouco perdido na trama.

- Jennifer Lawrence dá show na imagem final!

- Música "Atlas" do Coldplay nos créditos muito boa.

CONCLUSÃO: Entretenimento bem feito, que funciona como ação, romance, fantasia - e com destaque pra atriz / personagem principal. Diferente de outras sagas que surgiram nos últimos anos, essa justifica (em termos de filme) a popularidade que conquistou.

(The Hunger Games: Catching Fire / EUA / 2013 / Francis Lawrence)

FILMES PARECIDOS: Star Trek (nova série), Valente, Harry Potter (série), Crepúsculo (série), Minority Report, etc.

NOTA: 8.0

sábado, 9 de novembro de 2013

Capitão Phillips (anotações)

- Curioso mostrarem o ponto de vista dos piratas; invasão ao navio não ser uma surpresa mostrada apenas pelo ponto de vista das vítimas (mas filme não tenta fazer a gente sentir empatia pelos bandidos, aceitar a atitude deles, o que é bom - eles continuam sendo criminosos).

- Locação interessante do porto no começo do filme (containers, etc). Não lembro de outro filme que tenha retratado esse tipo de ambiente / profissão.

- Situação fica tensa a partir do momento em que o Tom Hanks percebe que serão atacados.

- Filme enfatiza a inteligência do capitão. Não é o tipo de suspense que quer apenas fazer você passar por uma experiência desagradável. Ele é no fundo sobre a competência do personagem. Conflito serve como oportunidade pra Phillips brilhar, o que dá um motivo pra querermos acompanhar a história.

- SPOILER: Boa ideia de quebrar vidros pros bandidos pisarem! É tipo um Esqueceram de Mim só que sério.

- Roteiro ótimo até a metade do filme. Situação sempre mudando.

- Trecho no baleeiro menos interessante que a primeira metade do filme. Pouca coisa acontece até chegar a marinha (e daí fica meio previsível que os bandidos não conseguirão escapar - interesse diminui).

- Mais pro final filme fica parecendo propaganda da marinha, como se a finalidade não fosse contar uma história, mas mostrar a superioridade militar americana.

- Hanks um pouco exagerado no fim, eu achei. Pra alguém que o tempo todo esteve tão tranquilo, controlado, parece estranha essa reação desesperada.

CONCLUSÃO: Suspense eficiente, bem produzido, embora não tenha uma dimensão artística ou um conteúdo intelectual mais interessante.

(Captain Phillips / EUA / 2013 / Paul Greengrass)

FILMES PARECIDOS: Invasão à Casa Branca, O Ultimato Bourne, Vôo United 93.

NOTA: 7.0

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma Noite de Crime (anotações)

- Premissa curiosa, mas obviamente falsa. Se o assassinato fosse legalizado, as pessoas normais viajariam pra fora do país nesse dia. E isso jamais traria prosperidade econômica e paz. Se filme tentar fazer qualquer afirmação séria a respeito de política ou da natureza humana, não vai funcionar. Contexto é totalmente irreal. Filme tem que tentar divertir e só.

- Teoria falsa de que o homem é mau por natureza e só se comporta por causa de algum impedimento externo (religião, governo, etc). Mas nem macacos são tão anarquistas quanto as pessoas nesse filme.

- Não dá pra se identificar com nenhum personagem, pois nenhuma pessoa em sã consciência acharia legal uma noite onde todos os crimes são liberados. Ainda mais uma mãe de família.

- SPOILER: Namorado da filha entrar escondido na casa pra falar com pai é forçado (ainda mais nesse dia). E pra que tentou atirar no pai?? Espero que isso seja explicado até o final (OBS: não foi).

- Filho pequeno abrir as portas pra salvar o negro é forçado! Alguém só faria isso nessa noite se tivesse problema mental. E por que o pai daria a senha pra uma criança?

- Gangue de mascarados boba. Filme quer criar criminosos "cool" tipo os de Os Estranhos ou Violência Gratuita (ricos, educados, estilosos), mas não dá uma explicação pra eles serem psicopatas ("ah, as pessoas simplesmente são más, não precisam de uma motivação").

- Esposa e filha condenam o marido por amarrar o negro? Mas o cara está ameaçando a vida deles! Auto-defesa agora é errado? Filme mais sem sentido do ano.

- SPOILER: "Surpresa" final do carrinho de controle remoto nonsense. Por que o negro anunciaria sua entrada com um carrinho antes de aparecer atirando?

CONCLUSÃO: Tentativa nada inteligente e pouco divertida de dizer que os homens são maus.

(The Purge / EUA, França / 2013 / James DeMonaco)

FILMES PARECIDOS: Os Estranhos, Violência Gratuita, O Nevoeiro, Menina Má.com, Ensaio Sobre a Cegueira.

NOTA: 2.0

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Mordomo da Casa Branca (anotações)

- Excêntrico o diretor incluir seu nome no título do filme, ainda mais quando ele não é também o autor da história.

- Um prazer ver Cecil trabalhar. O capricho, a dedicação... Não tem como não lembrar do Anthony Hopkins em Vestígios do Dia.

- Elenco cheio de astros e performances muito boas e naturais. Todo mundo tem uma personalidade muito bem definida e convincente.

- Cena em que os negros vão comer na lanchonete bem forte. Poucas vezes vi o conflito entre negros e brancos tão bem ilustrado num filme. E que ótima maneira de contar a história - através dos criados da Casa Branca.

- Protagonista não é dos mais fortes pois não tem muito o que fazer a não ser presenciar a história de maneira passiva. Mas como vimos a infância dele, entendemos por que ele não quer se envolver com política.

- Interessantíssima a fala de Martin Luther King sobre o papel "subversivo" dos mordomos.

- Conflito entre pai e filho forte e palpável (a discussão sobre Sidney Poitier é ótima). E entendemos os dois lados, o que torna tudo mais envolvente.

- Esse diretor é incrível com atores. Todos estão muito bem. Oprah me surpreendeu. Também Forest Whitaker, Terrence Howard, Cuba Gooding... Elijah Kelley (filho mais novo) hilário na cena da prisão.

- SPOILER: Reencontro bonito entre Cecil e Louis durante o protesto. Apesar das diferenças, filme consegue fazer a gente torcer pra que eles se entendam.

- Ideia perigosíssima promover o Obama na história!! Certeza que esse é o motivo do filme não ter sido mais aclamado. Estava tudo muito correto até agora. Filme fica parecendo propaganda política e certamente irá afastar os que não simpatizarem por ele. E compromete um pouco os protagonistas - dá a ideia de que eles apoiam o Obama não por suas ideias, mas pelo simples fato dele ser negro.

CONCLUSÃO: Filme bonito e caloroso sobre os conflitos raciais, contado por um ângulo original e com ótimo elenco e reconstituição de época.

(Lee Daniels' The Butler / EUA / 2013 / Lee Daniels)

FILMES PARECIDOS: Lincoln, Histórias Cruzadas, Bobby, A Cor Púrpura.

NOTA: 7.5

sábado, 2 de novembro de 2013

Thor: O Mundo Sombrio (anotações)

- Adeus à grandiosidade e seriedade do primeiro Thor. Deram pra um típico diretor de TV fazer o filme. Produção ainda cara, mas com linguagem bem mais pedestre (direção, fotografia, trilha, direção de arte...).

- Humor do personagem de Natalie Portman não é natural e quebra toda a realidade do relacionamento dela com Thor - e a realidade do filme em si. Uma humana mesmo que engraçada jamais agiria dessa forma nessas situações extremas (dar um tapa na cara de um deus, etc).

- Tecnologias que eles apresentam no mundo do Thor são incompreensíveis. Não sabemos como nada funciona (armas, veículos, etc). A gente não tem um referencial do que é ou não é possível, do que é fácil ou difícil... O espectador acompanha tudo passivamente.

- Fantasia não fundada na realidade. Prefiro filmes de fantasia quando apoiados por certa plausibilidade, inteligência, ciência. Aqui vale tudo. Filme mistura trama com astrologia, elementos esotéricos (espíritos, alinhamento de planetas...).

- SPOILER: Legal a ideia de Loki (que seria o vilão) se tornar parceiro de Thor (ou pelo menos aparentar até agora!).

- Thor pendurar o martelo na chapeleira é absurdo..! Filme é cheio de toques cômicos em momentos inapropriados. Não é como em Indiana Jones ou James Bond, onde o humor faz o protagonista parecer ainda mais esperto ou charmoso - aqui faz ele parecer ridículo por um momento.

- Luta final comete o mesmo erro de O Homem de Aço: personagens se socam pela estratosfera, destroem edifícios, mas tensão é zero pois não sabemos se eles correm algum risco de fato (não há um referencial).

- Os 9 mundos vão se alinhar em Greenwich?! E cada mundo é uma espécie de disco? Esse é o tipo de coisa confusa que não se vê em ficções mais bem escritas.

- Cena surpresa no meio dos créditos só deve fazer sentido pros fãs dos quadrinhos. Não empolga o resto da plateia.

CONCLUSÃO: Esteticamente inferior ao primeiro, com história mediana e personagens que não convencem.

(Thor: The Dark World / EUA / 2013 / Alan Taylor)

FILMES PARECIDOS: O Homem de Aço, Os Vingadores, Homem de Ferro 3, Fúria de Titãs (2010).

NOTA: 5.0

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O Conselheiro do Crime (anotações)

- Cena de sexo de abertura ousada. Será essa a cena que estão todos comentando?

- Fotografia bonita. O mínimo que se espera de Ridley Scott.

- Diálogos muito inteligentes e com profundidade incomum pra esse gênero de filme. Cameron Diaz falando sobre sua frieza... Reflexão sobre o valor do diamante... Tudo muito bem escrito.

- Filme muito bem feito e o elenco está muito bem. Provavelmente o final vai ser muito ruim, ou algo extremamente frustrante vai acontecer até o fim. Nota 6.2 do IMDb e 49 no Metacritic são muito baixas pra um filme que está indo nesse ritmo.

- Trama um pouco confusa. Cenas individuais são ótimas, mas talvez falte algo mais forte pra nos prender até o fim. Uma situação mais simples e envolvente.


- SPOILER: Cameron Diaz impagável na cena do carro! Momento clássico. Descrição do Javier Bardem hilária.

- SPOILER: UAU, motoqueiros terão pesadelos por muito tempo depois de ver esse filme!!!!

- Depois de 1 hora e 20 trama finalmente fica envolvente. Fassbender vira alvo de traficantes e corre sério risco de ser pego. Situação previsível pela sinopse, mas pelo menos funciona dramaticamente.

- SPOILER: Última cena de Brad Pitt fortíssima. Filme tem VÁRIAS cenas memoráveis.

- Geralmente não gosto de filmes violentos (nem cenas de sexo), mas aqui é tudo tão bem escrito que acaba sendo fascinante de ver. A violência não é gratuita - há sempre uma ideia original, uma reviravolta interessante, etc.

CONCLUSÃO: Trama tipo "o crime não compensa" é batida, mas filme é cheio de ótimos diálogos, cenas inesquecíveis e boas performances. Público em geral talvez ache muito pesado. Filme não oferece nenhum alívio fácil pra plateia; muita gente vai sair insatisfeita. E diálogos vão pra um lado meio "cabeça" que o espectador comum pode não gostar. Mas filme é bem acima da média.

(The Counselor / EUA, Reino Unido / 2013 / Ridley Scott)

FILMES PARECIDOS: O Gângster, Onde os Fracos Não Têm Vez, Senhores do Crime, Marcas da Violência.

NOTA: 8.0

domingo, 27 de outubro de 2013

Kick-Ass 2 (anotações)

- Nem é um filme de aventura sério de super-heróis, nem uma paródia completa. Filme fica num meio termo contraditório. Atitude "tongue-in-cheek".

- Não dá pra se envolver de fato com os personagens e com a história pois tudo é apresentado como uma piada. Protagonistas não são pra ser levados a sério. Mas filme também se recusa a ser uma comédia e tratá-los como objetos de riso. Tarantino consegue se safar melhor com esse tipo de atitude porque escreve diálogos inteligentes e é talentoso como diretor, o que torna os filmes mais interessantes de ver.

- Violência me parece menos grotesca que da parte 1, mas ainda assim exagerada. É uma forma do filme ser "descolado", não parecer inocente.

- Pelo menos 1 cena dramática: Mindy humilhada pelas amigas do colégio. E sua vingança. O problema é que a gente não sabia até esse ponto que Mindy tinha essa vulnerabilidade.. Que se sentia excluída e sofria com isso. É um tema que podia ter sido exposto desde o começo. Teria tornado a personagem mais realista e interessante.

- Mais pro fim o filme tenta ser inspirador, transformar protagonistas em figuras heroicas de verdade. Mas logo que o vilão entra em cena ("The Motherfucker"), a gente lembra que tudo no fundo é uma palhaçada e o clima é quebrado. Filme nos lembra de novo que não é pra ser levado a sério. Intenções contraditórias.

CONCLUSÃO: Filme sofre de romantismo culpado: por um lado quer criar heróis, mas cinismo não o permite levar os personagens totalmente a sério, então recheia o filme com elementos anti-românticos (violência exagerada, personagens ridículos, etc). Ainda assim, me pareceu mais bem intencionado que a parte 1.

(Kick-Ass 2 / EUA, Reino Unido / 2013 / Jeff Wadlow)

FILMES PARECIDOS: Scott Pilgrim Contra o Mundo, Kick-Ass - Quebrando Tudo, Kill Bill.

NOTA: 5.5

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Serra Pelada (anotações)

- Meio ridículos esses gays da história. Filme quer inventar uma gangue de bichas afeminadas assassinas. Não existe isso.

- Típico de filme de "macho". Caras durões competindo por poder. Armas / tráfico / dinheiro / prostitutas. Vai se identificar com o filme quem tiver personalidade agressiva - gostar de poder, dominar os outros. Autor parece ter um fetiche por cenas com homens durões sendo agressivos e gritando uns com os outros, e fez um roteiro onde isso acontece do começo ao fim.

- Personagens femininos são objetos. Só servem pra dar sexo aos homens. Gays são patéticos.

- Imagens de multidão em Serra Pelada impressionantes. Figuração ou filmado em escavações reais??

- SPOILER: Juliano merece morrer por roubar o dinheiro do amigo. Personagem vai se tornando cada vez mais detestável. Aponta a arma pra qualquer um que o incomoda. Caracterização exagerada. Filme quer que a gente sinta raiva ou está glamourizando os bandidos, tipo filme do Oliver Stone?

- Personagens desgostáveis em história desagradável. Num filme, o negativo só deveria ser incluído como contraste, não pra ser admirado como o foco central. Se não há nada de bom nessa história, pra que eu quero vê-la? Ah: pra aprender que "o dinheiro corrompe".

- O sonho do protagonista é encontrar ouro, mas quando ele encontra algo, o filme quase não mostra. Cenas são rápidas e pouco intensas. Já as cenas desagradáveis são muito mais longas e bem ilustradas. Ou seja, intenção do filme é proporcionar uma experiência desagradável para o público.

CONCLUSÃO: Produção / direção de bom nível, mas falta um enredo mais forte e personagens mais gostáveis.

(Serra Pelada / Brasil / 2013 / Heitor Dhalia)

FILMES PARECIDOS: O Homem da Máfia, Selvagens, Tropa de Elite,  Profissão de Risco.

NOTA: 5.0

Diana (anotações)

- Narrativa fragmentada cansativa no começo. Lembra A Dama de Ferro. Será que o filme inteiro vai ser assim??

- Filme não está conseguindo criar muita empatia por ela. Personagem parece artificial e distante. Não estou torcendo pelo romance. Talvez roteiro assuma que iremos automaticamente gostar da personagem por se tratar da Diana. Alguns filmes sobre Jesus cometem esse erro. Esquecem que têm que começar do zero.

- Não sei se Naomi Watts fisicamente é a melhor pessoa pra imitar a Diana. Ela tem uma beleza muito americana, lembra uma patricinha ou uma modelo de propaganda. Diana era mais discreta, tinha cara de "mãe", uma beleza menos jovem.

- História fica mais interessante depois, quando o romance começa a ter conflitos mais sérios. Incompatibilidades entre vida de celebridade e de pessoa comum. Meio Notting Hill, sem as piadas.

- Não é a biografia que eu mais gostaria de ver sobre Diana (que seria sobre sua vida extraordinária). Foca em um drama mais específico. Mas ainda assim é interessante.

- Altruístas geralmente me parecem mal intencionados, mas não ela. Sua preocupação com o sofrimento dos outros é algo muito pessoal. É como o Michael Jackson (não é à toa que eles se tornaram amigos). Filme não vai pro lado político.

- Dramas de Diana bem ilustrados. Bom o diálogo onde ela diz que consegue que 5 milhões de pessoas digam que a amam, mas que não há nenhuma que fique com ela.

- "Ataques" dos paparazzis cada vez mais intensos e angustiantes.

- SPOILER: Não sabia que ela tinha armado as fotos com Dodi Fayed! Surpresa completa. Não sei se sou eu que sou muito desinformado, mas acho que essa vai ser a maior curiosidade do filme pra maioria das pessoas.

- Naomi Watts foi melhorando ao longo do filme. Ficando até mais parecida com Diana. Talvez porque o roteiro melhora, e criamos mais empatia por ela. Às vezes acho que metade da força de uma interpretação não está no ator em si, mas na força das cenas.

CONCLUSÃO: Não é o "filme de Oscar" que estávamos esperando, mas ainda assim é uma biografia interessante e um bom drama sobre o preço da fama.

(Diana / Reino Unido, França, Suécia, Bélgica / 2013 / Oliver Hirschbiegel)

FILMES PARECIDOS: Hitchcock, Sete Dias com Marilyn, W.E. - O Romance do Século, A Dama de Ferro.

NOTA: 7.0

sábado, 19 de outubro de 2013

Os Suspeitos (anotações)

Nos primeiros minutos já se vê: ótima fotografia, edição, direção, elenco, trilha sonora (adoro o grave no áudio que é quase constante). E nada é muito óbvio. Cortes não são na hora óbvia, imagem nem sempre foca no rosto do ator ou na coisa mais didática. E funciona. Diretor está no comando.

Situação do sumiço das meninas extremamente simples e envolvente. Difícil não querer ficar pra ver o final. Pode parecer clichê, mas o filme é tão bem feito que a história parece nova.

Jackman tem atitudes ignorantes e agressivas. Dá um pouco de raiva dele, mas te faz pensar se você não teria que fazer o mesmo.

SPOILER: Fato de Jackman capturar o garoto torna muito mais envolvente a história. Pq ele vai estar completamente ferrado se o menino não for o culpado! Cria uma situação nova, tão envolvente quanto a do desaparecimento das meninas.

Chocado com o rosto do Paul Dano!

SPOILER: Discussão ética complicada! Estou com mais medo do Hugh Jackman do que do próprio suspeito. Ele não percebe que o menino tem problemas mentais? Que táticas de tortura talvez não levem a nada??

COBRAS!!!!! Pulei na cadeira!

Impressionante como de uma situação que começa tão simples o filme consegue construir suspense em vários pontos diferentes, não apenas no desaparecimento das meninas, mas em novos conflitos (Jake vs. suspeitos, Jackman vs. Paul Dano, Jake vs. Jackman, etc). Roteiro excelente.

Jake Gyllenhaal está ótimo de durão, diferente dos papéis mais sensíveis que costuma interpretar.

Filme vai ficando cada vez mais envolvente e desesperador.

SPOILER: Meia hora final é uma cena fantástica após a outra! Quase caí no chão com Melissa Leo. Aplausos! Jake dirigindo na chuva pro hospital simplesmente agonizante... Quase tremendo de nervoso no final da sessão.

CONCLUSÃO: Premissa pouco original, mas roteiro excelente e ótima direção transformam história em um dos suspenses mais eletrizantes e eficazes dos últimos anos.

(Prisoners / EUA / 2013 / Denis Villeneuve)

FILMES PARECIDOS: Argo, Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres, O Fim da Escuridão, Busca Implacável, Zodíaco, O Fugitivo.

NOTA: 9.0

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Rota de Fuga (anotações)

- Fotografia feia, sem contraste. Não vai favorecer Arnold e Sylvester.

- Primeira fuga da prisão de Stallone devia ser mais memorável, surpreendente, pro filme ter uma abertura de impacto. Não há uma grande sacada, tipo Um Sonho de Liberdade.

- Jim Caviezel - vilão clichê demais: homem vaidoso, sem expressão, que escuta musica clássica e tem hobbies sinistros.

- Pretensão do filme é ser thriller inteligente, cheio de fugas geniais. Mas sacadas não são tão brilhantes assim e nem mesmo tão divertidas. Se filme não vai impressionar pela inteligência e lógica, então podia chutar o balde, fazer cenas assumidamente exageradas, pelo menos seria mais divertido.

- É verdade o lance da água da descarga girar em sentidos diferentes dependendo do hemisfério em que você está? Pouco provável - isso depende muito mais da direção dos jatos de água.

- Todo esse sofrimento só pra provar que a segurança da prisão não é perfeita? Não é algo de importância extrema pra plateia. Falta um drama mais pessoal pra gente se envolver com a história.

- Rivalidade entre herói e vilão não tem tanto fundamento. Falta motivo pra Caviezel odiar tanto assim Stallone.

- Diretor parece fã de Stallone e Schwarzenegger e quis criar entradas marcantes, frases de efeito do tipo "Hasta la vista, baby!", mas faltam sacadas e um roteiro melhor pra esses momentos acontecerem.

CONCLUSÃO: Filme bem intencionado e razoavelmente divertido que tenta restaurar status de Stallone e Schwarzenegger como heróis de ação, mas roteiro e direção não são tão fortes.

(Escape Plan / EUA / 2013 / Mikael Hafström)

FILMES PARECIDOS: O Último Desafio, Os Mercenários, etc.

NOTA: 6.0

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Gravidade: por que achei bom, mas não vibrei

Hoje no trabalho uma funcionária chegou da rua com os olhos cheios de lágrimas e veio logo explicando: ela tinha acabado de assistir Gravidade. Fiquei surpreso, pois nem havia me passado pela cabeça a ideia de chorar nesse filme. Numa associação aparentemente casual - mas que depois vi que fazia sentido - lembrei do filme O Impossível (com a Naomi Watts, sobre o tsunami). Na estréia de O Impossível, quando vi as pessoas saindo aos prantos do cinema, tive uma sensação parecida com a que tive hoje. Claro que a reação da funcionária não foi padrão, pois a maioria das pessoas não chora em Gravidade (acho eu) mas chora em O Impossível. Mas achava que uma coisa estava ligada a outra de alguma forma, e que o caso merecia mais análise. Resolvi então assistir o filme uma segunda vez - e dessa vez percebi algo interessante que parece explicar por que, embora eu tenha gostado de Gravidade em vários aspectos, não tive esse tipo de conexão emocional com a história:

- Quando a gente vai ao cinema, existem alguns valores abstratos que a gente busca, conscientemente ou não. Pra mim, existem 4 ou 5 principais que, na medida em que eles estão presentes ou ausentes, eu gosto ou não de um filme (pelo menos num nível emocional). Gravidade tem alguns deles, mas...

- Um dos mais fundamentais desses valores, pra mim, tem a ver com autoestima: a experiência de admiração (e ao mesmo tempo de orgulho, pois num filme você se sente na pele do personagem) que você sente ao ver uma pessoa com certas características especiais.

- A personagem da Sandra Bullock, embora seja uma astronauta atraente sobrevivendo a situações
difíceis (ou seja, aparentemente uma mulher pra ser admirada), no fundo é caracterizada como vítima, uma "pobre coitada", o que, pra alguém como eu que está atrás de força e confiança, acaba gerando certo distanciamento. Tudo é uma questão de ênfase. Nenhum personagem convincente é 100% vulnerabilidade nem 100% força. A cena do extintor em Gravidade, por exemplo, é um momento de inteligência, feito pra aplaudirmos Bullock (se é que aquilo é possível). Mas é preciso ler as entrelinhas - ver a intenção principal por trás do filme. E em Gravidade, o desejo do cineasta não me pareceu ser o de mostrar Sandra Bullock, a sobrevivente (como faria um James Cameron, que aliás é amigo de Alfonso Cuarón), e sim Sandra Bullock, a sofredora abandonada, vítima de um mundo cruel (a história da filha que ela perdeu, os monólogos cheios de auto-piedade, o momento de quase suicídio, as lágrimas flutuantes, etc). Este é o elemento que, embora pareça sutil, me impediu de embarcar totalmente na história e me conectar emocionalmente com a personagem.

Não estou dizendo que, se você se comoveu com o filme, foi necessariamente por se enxergar na posição de vítima de Bullock. Mas, do meu lado, foi isso que me impediu de curtir o filme ainda mais. Não foi o fato do roteiro ser pura ação e não ter um conteúdo mais profundo (Encurralado é pura ação e eu adoro), não foi o fato do filme ter certas imprecisões científicas (muitos dos meus filmes favoritos têm imprecisões científicas). Foi especificamente a falta de ênfase nas forças da protagonista (num tipo de história onde parecia quase impossível evitar isso) e a caracterização dela como sofredora (o que me leva de volta a O Impossível, outro filme bem feito, mas que não me emocionou, pois é feito pra gente sentir pena dos personagens, chorar por vítimas numa realidade "injusta").

Ainda assim, acho que Gravidade é um filme com vários méritos e que tem valor real como entretenimento. Este é apenas um elemento que me distanciou um pouco da história, e achei interessante expor aqui.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

É o Fim (anotações)

- Divertido o conceito dos atores interpretarem a si mesmos (embora não estejam de fato, o que torna tudo mais engraçado).

- Hahaha: ideia de que Michael Cera é um viciado pervertido na vida real.

- Anarquia total (não só dos personagens como do roteiro em si - tudo é permitido).

- Atores são perfeitos juntos. Impossível reproduzir esse tipo de química sem que eles tenham experiência juntos e se conheçam muito bem. São tipo uns Irmãos Marx, só que com violência e baixaria.

- Risos: discussão absurda sobre estuprar Emma Watson.

- Graça vem do contraste entre eles serem garotos machões e terem atitudes: gays / imaturas / burras / de mau gosto.

- Risos: Jonah Hill rezando pra Deus matar Jay - filme é criativo e tem sacadas originais, dentro do aparente besteirol.

- Seria interessante se a história fosse algum tipo de metáfora ou tivesse um significado mais amplo - tipo um Dr. Fantástico - pro apocalipse soar menos aleatório. 

- Algumas piadas no final começam a soar desesperadas e fora de contexto (Whitney, Backstreet Boys).

CONCLUSÃO: Fim do mundo é apenas um contexto qualquer pras piadas - filme funciona pois aposta nos diálogos e no poder cômico do elenco. 

(This Is the End / EUA / 2013 / Evan Goldberg, Seth Rogen)

FILMES PARECIDOS: Projeto X, Segurando as Pontas, Anjos da Lei, Superbad - É Hoje.

NOTA: 7.0