segunda-feira, 2 de junho de 2014

No Limite do Amanhã (anotações)

- Ótimo o começo do filme quando Cruise é forçado a ir pra batalha. A identificação com o personagem é imediata pois ele é inocente, é colocado numa situação da qual não tem saída, e está totalmente despreparado pra lutar.

- Atores estão ótimos e os diálogos são muito lógicos e inteligentes... Adorei a ideia de que os soldados não podem jogar carta pra não ficarem com a ideia de que o destino não está sob o controle deles.

- Cenas de ação tensas e bem dirigidas (como a primeira chegada à praia). Efeitos especiais bem usados.

- Trama extremamente engenhosa, criativa e interessante de acompanhar. Apesar de complexa, a história é contada com clareza e sabemos o tempo inteiro o que os personagens precisam fazer, qual o próximo passo, quais são os perigos que eles podem enfrentar, etc. É um dos únicos filmes recentes que brincam com linhas do tempo mas não se tornam incompreensíveis.

- Fantástico ver a evolução de Cruise - ele se tornando cada vez mais eficaz, cada vez mais ágil. Cruise sempre interpreta personagens admiráveis. E por mais que a situação seja impossível, podemos traçar um paralelo claro com a realidade - a ideia de que a prática leva à perfeição. Filme não fala sobre valores impossíveis.

- SPOILER: Tenso quando Cruise perde o sangue! Lembramos do que a personagem da Emily Blunt disse... que uma transfusão faria ele perder o poder de voltar o tempo. Isso deixa o final mais interessante, pois se ele morrer, não há mais volta (se ele sempre tivesse infinitas vidas e não houvesse nenhum perigo, o filme não teria graça).

- Final um pouco forçado... Toda a sequência do avião chegando no Louvre parece meio exagerada mesmo pros padrões do filme.

CONCLUSÃO: Ficção inteligente, divertida, com ótima direção, bons atores e uma das tramas mais inventivas dos últimos tempos.

(Edge of Tomorrow / EUA, Austrália / 2014 / Doug Liman)

FILMES PARECIDOS: Oblivion, Sem Limites, Minority Report - A Nova Lei, Matrix.

NOTA: 7.5

8 comentários:

Rodrigo E. disse...

Caio, só assisti esses dias, achei muito bom! Fazia tempo que não me divertida tanto assistindo um filme.

Gostei da dupla Tom Cruise e Emily Blunt. Achei muito legal as jogadas que o filme fez, com o personagem do Cruise em situações que ele já havia passado com a personagem da Blunt, mas que nem ela e nem nós mesmo sabíamos.

Tem umas coisas que me deixaram meio em dúvida, acho foram pontas soltas do filme:
- Já que a cena sempre se repetia na praia, por que o alienígena alfa só apareceu na primeira vez, em que o o Cruise matou ele e conseguiu os poderes?
- Na cena em que eles estão dentro do Louvre, por que tanto medo do alienígena alfa? Na situação em que eles estavam, não era mais fácil explodir ele e tentar conseguir os poderes de volta, podendo assim repetir o plano quantas vezes fossem necessárias?

O final também achei meio forçado. Seilá, acho que se fosse eu, tentaria deixar o Cruise vivo no final, a Blunt morrer, e fazer dela um ícone, responsável pela vitória da guerra! haha

Mas de qualquer forma o filme ficou ótimo.

Caio Amaral disse...

Oi Rodrigo, legal que curtiu!
Sinceramente, esses pontos que você levantou eu não me lembro exatamente... teria que rever o filme! Não lembro que o alienígena alfa só aparecia na primeira cena.. Mas ele podia estar lá na praia, não podia..? É que cada vez que o Cruise volta para aquela cena, seu rumo é ligeiramente diferente.. da primeira vez ele morre com a explosão e tem contato com o sangue do alien alfa.. da segunda vez, as coisas são diferentes e ele não cruza com esse alien específico.. e é morto por um outro.. mas o alfa estava em algum lugar ali..
No Louvre pelo que lembro o medo é que ele não tinha mais o poder de voltar no tempo por causa da transfusão.. então poderia acabar sendo morto de verdade sem adquirir os poderes de volta.. não é isso? Abs.

Rodrigo E. disse...

É, vendo por esse lado, o alienígena alfa poderia estar lá. Agora me lembrei que, na verdade, o Cruise faz sempre o mesmo trajeto até chegar perto do avião em que encontra a Blunt, e de lá as coisas mudam. Da primeira vez ele chegou no avião e seguiu em frente.

Sobre o Louvre, sim. Mas analise de outra forma. O cenário é o seguinte: ele possui algumas granadas e está junto com a Blunt, que é esperta. Eles tem duas escolhas:

1) Um deles distrai o alienígena alfa, o outro corre, pula na água, tento alcançar o alvo que se encontra lá no fundo para tentar explodi-lo... isso sabendo que provavelmente terá de continuar fugindo do alienígena alfa, pois quem fosse distraí-lo estaria desarmado e não aguentaria muito tempo.
2) Dividem-se as granadas, ambos trabalham juntos para tentar distrair e explodir o alienígena alfa. Não importa se um morrer. Portanto que consigam explodir o alfa, aquele que restou poderia ir lá e adquirir os poderes de volta.

As duas escolhas não são boas, mas a segunda me parecia mais fácil que a primeira, rs.

Caio Amaral disse...

Hahah, pode ser... preciso rever pra lembrar! Filmes que envolvem viagem no tempo quase sempre têm algum elemento confuso né.. De qq forma, mesmo que isso seja um furo do roteiro, seria algo relativamente pequeno, que não comprometeria a estrutura do filme como um todo.. já alguns filmes, quando vc percebe algum problema na trama, o filme todo parece desmoronar e perder a credibilidade.. acho q não é o caso aqui.. Abs..!

Anônimo disse...

Eu queria saber de uma coisa, se quando o omega fosse morto (explodido), os soldados que estivessem morto morreriam para sempre, e sobrevivia apenas os vivos, e pq isso não aconteceu?

Caio Amaral disse...

Olha, não sei dizer... Eu sempre fico meio perdido nas "regras" da viagem no tempo dos filmes, a não ser que elas sejam explicadas bem didaticamente...

Ale disse...

Apesar de ser um pouco no final, eu também defender o resultado, parece oportuno 100% compatível com o resto da história. Eu a amava, realmente eu recomendo No Limite do Amanhã uma história menos-me dito que provavelmente apenas alguns gostam.

Caio Amaral disse...

Vishh, me perdi um pouco com o seu tradutor... Mas que bom, parece que curtiu o filme. Abs.