domingo, 18 de janeiro de 2015

A Família Bélier

- Nojenta a conversa no médico sobre fungos nas genitálias dos pais. Não há nada de engraçado nisso! Que mau gosto!

- Inconscientemente, o filme tira sarro da deficiência auditiva deles. Os retrata de maneira cômica e caricata (assim como gays são retratados em novelas). Apenas a menina que ouve parece uma pessoa real, sensata.

- Naturalismo. Personagens comuns, "losers", com desejos amenos, sem grandes propósitos - não é um grande sonho pra menina ser cantora, ela não tem uma paixão séria pelo garoto do coral, etc.

- Horrível a cena que a menina menstrua no momento de maior romance entre ela e o garoto! Pra que essa cena? E não vejo graça na atitude da mãe de ficar mostrando a calça manchada de sangue pra todo mundo!

- O filme não provoca um desejo na plateia de ver a menina fazendo sucesso. Não cria expectativa, não mostra a importância que isso tem pra ela. Pra começar a voz dela não é mostrada como algo realmente especial... E mesmo que fosse, de que adianta ter uma habilidade motora se por trás disso não há um desejo, uma visão artística, uma necessidade de expressar algo?

- Por que a filha está boicotando a entrevista do pai, traduzindo tudo errado?? Que desgraçada!

- Os pais deveriam ter (e provavelmente teriam) orgulho da filha escutar bem e ter o dom da música! É imperdoável a atitude da mãe de ficar indignada com a filha e não gostar que ela cante.

- Todas as músicas que eles cantam no coral são horríveis.

- A menina vai fazer um teste importantíssimo que pode mudar a vida dela, e ela não se prepara? Não leva partitura, não sabe como nada funciona? Ela merecia não passar! Apresentação não empolga e a letra da música é inapropriada.

CONCLUSÃO: Tentativa mal sucedida de misturar uma história de sucesso e crescimento com Naturalismo e uma mentalidade anti-autoestima. Romantismo Reprimido.

(La Famille Bélier / FRA / 2014 / Eric Lartigau)

FILMES PARECIDOS: Eu, Mamãe e os Meninos

NOTA: 3.0

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