sexta-feira, 6 de março de 2015

Kingsman: Serviço Secreto


NOTAS DA SESSÃO:

- Muito ágil e estimulante visualmente.

- Que exagero a mulher sem perna partir o homem ao meio! Já dá pra ver que não é um filme de ação sofisticado tipo 007.

- Detestável Eggsy roubar e destruir o carro do bully! Não parece que ele é um cara legal, e sim um delinquente. Apresentação do protagonista não é muito boa e o ator não me parece muito natural nesse tipo de papel (e "Eggsy" é o nome de herói mais inapropriado que eu já ouvi).

- Colin Firth batendo nos bullies na cena do bar: desnecessário, violento e incorreto!! Parece que é tudo uma desculpa pra fazer cenas de ação exageradas e agradar adolescentes. Tudo é muito tolo e irreal.

- Relação entre Colin e o garoto não é interessante, e toda a história do Eggsy ser treinado pra virar um Kingsman não empolga. Não é um desejo pessoal do menino.

- SPOILER: Impossível o Eggsy quebrar o vidro com um soco (na cena em que o quarto inunda)! Não parece que ele foi genial ou forte, e sim que o roteirista não teve uma ideia melhor.

- Estranha essa caracterização do Samuel L. Jackson. Não chega a ser engraçado; tira a gente da história.

- Aquecimento global / implantes que explodem as cabeças das pessoas / celebridades sendo sequestradas... Que trama bagunçada! Nem sei sobre o que é o filme direito.

- Sequência na igreja: mais uma completamente inútil, de mau gosto, feita apenas pra mostrar violência e movimentos de câmera exóticos.

- Com toda a tecnologia dos Kingsman a mulher precisa ir pro espaço num balão?? E manualmente lançar um míssil contra um satélite? Que absurdo! Aliás, não era mais fácil eles AVISAREM a população sobre o perigo dos aparelhos?

- SPOILER: Depois que morre o Colin Firth o protagonista ganha certa força e a trama fica mais intensa (a ideia do "fim do mundo" se aproximando, etc).

- SPOILER: Ridículo o efeito colorido das cabeças explodindo! Por que não fazer algo mais realista, como estava sendo até agora? Pra dar um ar ridículo pra vitória? Todo o final é exagerado e vulgar: a mãe quebrando a porta pra matar o bebê enquanto o mundo está acabando e o herói luta com uma mulher que tem facas afiadas no lugar de pernas! Sem falar na promessa da princesa de fazer sexo anal com o herói se ele salvar o mundo (!). Esse filme é um dos exemplos mais nojentos de romantismo reprimido (assim como Kick-Ass, do mesmo diretor). Ele quer contar a história de um garoto comum se transformando num herói, salvando o mundo e conquistando uma princesa - mas "equilibra" isso tudo com violência e grosseria pra parecer cool (focando nas estratégias 1 e 3 da postagem Romantismo Reprimido).

CONCLUSÃO: Visualmente bem feito, com apelo pra adolescentes e pro público masculino jovem em geral, mas extremamente tolo e grosseiro.

(Kingsman: The Secret Service / Reino Unido / 2014 / Matthew Vaughn)

FILMES PARECIDOS: Kick-Ass: Quebrando Tudo / Sherlock Holmes / Sr. & Sra. Smith / As Panteras: Detonando

NOTA: 3.5 

6 comentários:

Anônimo disse...

O diretor do filme declarou que pretendia fazer uma espécie de paródia violenta dos 007 da era Connery/Moore, aplicando os exageros da época, como os gadgets e os vilões com seus planos mirabolantes de escravização mundial ou destruição do planeta.
No entanto, os filmes do 007 são contextualizados na época da guerra fria e inspirados em livros, e os livros foram escritos logo que acabou a segunda guerra por um ex-agente da inteligência britânica que possuía vasta experiência em espionagem real.
Embora pareça exagero de Ian Fleming, o escritor de James Bond, as obras foram embasadas em fatos verídicos: a megalomania de Hitler, os avanços tecnológicos alcançados pela Alemanha nazista, os agentes duplos, os apetrechos ridículos de espionagem da Rússia/Inglaterra/EUA, os treinamentos dos agentes na época que soavam ambiciosos, mas que hoje em dia até o conceito é absurdo.
Comparado a Austin Powers, que é ok, e Johnny English, que é uma bosta, este filme falhou miseravelmente como paródia.
Entretanto, assim como você disse, o longa não passa de uma desculpa esfarrapada para exibir ação e violência para adolescentes e fazer interessados em filmes de espionagem gastarem suas Dilmas. Nem Colin Firth, nem Mothafocka Jackson salvou o filme.

Caio Amaral disse...

Eu gosto dos filmes do James Bond, não tenho problema com aquele tipo de exagero.. e também gosto de comédias tipo Austin Powers, onde tudo é nonsense, o personagem é claramente ridículo, etc.. Mas Kingsman não é de fato uma comédia né.. é o que a Ayn Rand chama de "tongue-in-cheek thriller". Um filme de ação dramático, mas que ao mesmo tempo tira sarro de si mesmo.. meio que no espírito do Tarantino.. mas nesse caso feito com menos talento..

Anônimo disse...

vc disse sexo anal com a princesa. Eu assisti dublado e não percebi. por acaso vc viu legendado???

Caio Amaral disse...

Vi legendado sim..! Ela promete sexo anal se o cara salvar o mundo.. daí no final ele salva o mundo e volta lá pra cobrar.. rs.
Tem no YouTube resumido (sem legenda):
https://www.youtube.com/watch?v=g4zb0GAJ2mI

Anônimo disse...

Teve essa cena sim. Mas dublado ficou beijo na boca.

Anônimo disse...

As dublagens brasileirias geralmente eliminam expressões chulas ou fortes. Quando num flmes americano alguém diz "shit", aqui o dublador diz "droga".