quarta-feira, 6 de maio de 2015

35% das Salas e da Liberdade

Acabei de voltar do 11º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de cinema onde muito se falou (a favor) dessa nova lei/acordo que quer limitar o número de salas que os blockbusters podem ocupar no Brasil.

Não vou entrar em longas discussões sobre ética, política, só quero registrar a minha opinião sobre o tema, que é muito simples: a lei está errada! Se eu escolho ir a um restaurante, eu não posso obriga-lo a mudar o cardápio pra eu ter mais opções. Cineasta: quer competir com as mega produções de Hollywood? Ofereça um produto mais atraente! Seja criativo. Faça com que os cinemas queiram exibir o seu filme. Não é elegante querer o não-merecido.

"Qualquer interferência do governo na economia consiste em dar um benefício não-merecido, extorquido à força, para alguns homens às custas de outros." - Capitalism: The Unknown Ideal

4 comentários:

Anônimo disse...

Mais um iluminado jorrando asneiras.

Primeiro: não é lei, como frisou, repetidas vezes, o competente André Sturm. É um acordo entre exibidores e produtores/realizadores/ANCINE.

Segundo: Não compare cinema com gastronomia. A própria Organização Mundial do Comércio, que regula as relações comerciais no mundo inteiro, reconhece que produtos audiovisuais são diferenciados e não podem ser enquadrados em leis anti-reserva de mercado. Enquanto você gasta o seu ( e o meu) tempo defendendo o deus fajuto do Livre Mercado, os 27 países da Comunidade Europeia dão subsídios do Estado e beneficiam seus filmes por medidas protecionistas. E adivinha quem inventou essa tal reserva de mercado? Os EUA são os inventores da proteção ao mercado interno contra concorrentes estrangeiros. E no audiovisual também são pioneiros: em 1906 conseguiram, por lei, expulsar os filmes franceses do território estadunidense porque tais filmes faziam mais sucesso que os seus.

Terceiro: Você, que se diz cinéfilo, deveria defender a diversidade, que é o que acordo propõe, pois não há nenhuma exigência que filmes nacionais sejam exibidos e, sim, que 1 filme não ocupe mais do que 30% das salas (podem ser todos filmes americanos, inclusive).

Enfim, pergunto: O que você ganha com um filme estando em 8 de 10 salas de um complexo? Nunca teve a experiência de chegar no cinema e, dentre as opções, não ter nada de interessante entre os poucos filmes exibidos?

Pesquise melhor, e ouça com atenção (pois basicamente estou repetindo o André Sturm), antes de falar incertezas. E uma dica: procure saber o que está acontecendo com o mercado audiovisual de séries de TV brasileiras depois que a lei de cotas das TVs pagas foi aprovada.

Abraços!

Anônimo disse...

Anônimo, posso ter problema de visão, mas pelo que parece o Caio simplesmente deu a opinião dele. E eu concordo 100%. Agora, porque a opinião é diferente da sua, é asneira? É o André Sturm que está dizendo que a sua opinião está certa, ou você só está citando-o para afirmar o seu argumento.

Por gentileza, posta o link do que ele disse repetidas vezes.

Como o seu tempo foi gasto se vc passou mais tempo escrevendo que lendo, ainda de livre e espontânea vontade?

Agora vc que se diz a pica das galáxias das opiniões, observe que no post o caio diz NOVA lei, não o ATUAL acordo. Dá uma olhada nestes links e vê se não é um projeto de LEI:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1049131

http://aliceportugal.org.br/v1/noticia/1637/Alice-Portugal-defende-o-fortalecimento-do-cinema-brasileiro.html

Neste segundo link existe uma tabela, se souber ler direito, e eu sei que você sabe, verás que diz: "Número máximo de salas com o mesmo título que não seja obra cinematográfica brasileira". - Ou seja - ali onde vc diz "terceiro"no seu comentário, que todos os filmes em um complexo exibidor podem ser americanos, está equivocado.

Além disso, os EUA não é o país mais fodão do mundo? Pessoas que vivem sob regime esquerdista fogem pros EUA o tempo todo.

Se a discussão for mais longe, daqui a pouco estaremos citando Hitler pra defender os argumentos.

Anônimo disse...

Não vou me envolver na discussão desses dois anônimos aí de cima. Mas eu achei muito interessante que a comparação que o Caio fez de querer o não merecido às custas de quem merece é exatamente o que o socialismo faz na economia, empobrece o rico batalhador a fim de enriquecer um grupo não merecedor.

Tá, vou me envolver na discussão dos dois sim, mas só um pouquinho.

ISSO AÍ DE LIMITAR AS PARADA TUDO É COISA DE NAZISTA E HITLER E PÁ.

Ops! pera aí:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin

Caio Amaral disse...

Gente, eu não tenho muito interesse em discutir política, menos ainda com quem nem sei quem é.. Só quis registrar minha opinião contra essa lei ou "acordo". Quem me conhece um pouco sabe que eu gosto da Ayn Rand e minha posição nesse assunto é a mesma dela. Leiam o livro que citei na postagem. E no meu canal do YouTube legendei vários vídeos sobre o tema:

https://www.youtube.com/user/caiorodriguesamaral/videos