segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Joy: O Nome do Sucesso

NOTAS DA SESSÃO:

- A vida da Joy é horrível, mas pelo menos é retratada de uma maneira cômica, caricata.

- Jennifer Lawrence não está fazendo nada de novo como atriz, mas está bem e se encaixa perfeitamente no papel. Lembra a Julia Roberts em Erin Brockovich.

- Gosto da ideia de um filme sobre uma inventora, uma mulher comum que cria um produto e se torna um sucesso. Porém o filme dá uma ênfase muito maior para os problemas do dia a dia da protagonista do que pro lado criativo dela. A mensagem que chega pro espectador acaba sendo muito mais "a vida é dura" do que "siga os seus sonhos". Até pelo fato da invenção dela ser retratada de maneira meio banal, apenas um utensílio doméstico, e não algo inovador, algo que represente uma paixão pra personagem.

- Engraçada a cena no estacionamento do K-Mart em que a Joy finge ser uma cliente e testa o esfregão na frente dos outros.

- A cena em que ela pega o rifle e começa a atirar pra "descarregar" o ódio resume bem o tom do filme. Não é um filme com um Senso de Vida positivo como Edison, O Mago da Luz (sobre a vida de Thomas Edison) que era uma história inspiradora e uma celebração da mente de um grande inventor. Joy é muito mais um filme sobre uma mãe solteira, feito pra pessoas comuns se identificarem com ela e pensarem "minha vida também é assim", e poderem rir um pouco da própria desgraça.

- SPOILER: Legal ela aparecer na TV pra vender o esfregão. A cena da apresentação dela é ótima. Um pouco manipulativa (Joy nunca ficaria "congelada" por tanto tempo, quase arruinando tudo). Mas depois que ela se solta o filme consegue criar um bom clímax.

- O problema é que depois dessa cena cai um pouco o interesse pela história. O clímax veio cedo demais. O produto já se provou um sucesso - daqui pra frente são apenas questões burocráticas, negócios, etc. E as pessoas são tão corruptas e o sistema tão difícil que o filme faz você questionar se vale a pena todo esse esforço.

- Embora o filme tente criar um final feliz, no fim (quando Joy está em seu escritório como uma empresária de sucesso), ela parece uma mulher exausta, cínica. O processo de se tornar bem sucedida tirou todo o brilho e a energia que ela tinha no olhar.

CONCLUSÃO: Um bom filme sobre negócios com uma boa performance de Lawrence, embora a história não seja das mais empolgantes e o filme acabe mais assustando do que inspirando novos empreendedores.

Joy / EUA / 2015 / David O. Russell

FILMES PARECIDOS: Whiplash: Em Busca da Perfeição / O Lado Bom da Vida / Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento / Jerry Maguire: A Grande Virada

NOTA: 6.5

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