quinta-feira, 11 de maio de 2017

Alien: Covenant

NOTAS DA SESSÃO:

- Chatíssima a cena de introdução: David e Weiland com essa conversa pretensiosa, falando de música clássica nesse ambiente "chique". É um prólogo que não serve pra muita coisa, exceto pra tirar a gente totalmente do clima dos Aliens clássicos.

- A nave Covenant é bem elaborada e interessante em termos de tecnologia, design, etc. O acidente dá uma movimentada na história, embora não pareça tão essencial pra trama (só serviu pra acordar a tripulação convenientemente na hora em que eles recebem a transmissão de rádio).

- Sinto dizer, mas a Katherine Waterston simplesmente não convence como heroína de ação (claro que a sombra da Sigourney Weaver engole qualquer "concorrente", mas essa aqui é especialmente sem sal).

- A história deixa de convencer quando eles decidem mudar de rota. Até parece que com milhares de pessoas à bordo, uma viagem planejada por anos e anos, eles iam decidir em 5 minutos ir pra um outro planeta que acharam no meio do caminho! Fica óbvio que é só uma desculpa pra eles encontrarem os aliens. Teria que haver uma motivação melhor (eles podiam descobrir algum problema inesperado no destino original que colocasse a missão em risco, etc).

- Estranho esse planeta com árvores iguais às da Terra! Fica parecendo que faltou dinheiro na produção pra criar uma locação mais convincente.

- Não há originalidade nenhuma no roteiro. É o velho esquema: eles recebem um sinal misterioso, vão atrás, acabam infectados, daí paralelamente surge uma tempestade que atrapalha a comunicação, eles acham a nave dos aliens (que devem ser péssimos pilotos, pois elas sempre caem nos planetas em vez de pousar).

- Frustrante esse alien branco que parece o Gollum. Tem menos presença ainda que aquela "planta" do filme Vida. Aliás, toda a ambientação do filme é frustrante - essa coisa de civilizações antigas, o Michael Fassbender fazendo a linha Robinson Crusoé, as discussões filosóficas rasas sobre Deus, etc. Além de ruim, isso descaracteriza totalmente a franquia, que era sobre gente comum num ambiente high-tech fugindo de monstros.

- SPOILER: Os personagens são todos chatos, não tem ninguém carismático por quem você torça. O capitão é odioso (foi ele quem colocou a vida de todos em risco), e em vez de ser um dos antagonistas, a mocinha (Daniels) continua sendo amiga dele, o perdoa por tudo. Aliás, não há um vilão forte ao longo do filme. Os aliens são secundários na história, e o vilão de fato acaba sendo o David mais pro fim... mas que tem uma motivação chatíssima com a qual ninguém se identifica - ele simplesmente é meio sinistro, tem uma filosofia deturpada, é obcecado pela "perfeição" (vejam como ele é assustador: ele fala de filosofia, arte e tem tendências homossexuais!).

- Beira o ridículo o nascimento do primeiro Xenomorph (ele levantando os braços com aquela música emocionante). A aparição dele adulto também é casual, não gera nenhum clímax. É 1 cena errada após a outra - como esse filme pode ser do mesmo diretor de Alien, o Oitavo Passageiro?!

- SPOILER: Clichê o alien mais uma vez subir na nave bem na hora da decolagem. Essa cena de ação do lado de fora da nave é um pavor (a Daniels pendurada na corda tentando matar o bicho). No fim como ele morreu? Ele explode de um jeito que nem entendemos o que houve. E como se não bastassem os clichês, temos o robô que vira do mal, e mais um alien inesperado na nave que tem que ser ejetado pro espaço (péssima a cena da Daniels abaixando e o alien sendo empalado por aqueles ferros do caminhão que nem estavam vindo em alta velocidade). Final todo horrível.

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CONCLUSÃO: Tentativa deprimente de Ridley Scott de reviver seu clássico.

Alien: Covenant / EUA, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido / 2017 / Ridley Scott

NOTA: 4.5

2 comentários:

Marcus Aurelius disse...

NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOooooooo........

Caio Amaral disse...

Kkkkk... dessa vez acho que não é por eu ser "do contra"... acho que as pessoas vão achar meio ruim também...