domingo, 4 de janeiro de 2026

Temporada 2025

2025 pra mim foi um dos piores anos da história do cinema — não só pela ausência de grandes filmes, mas pela qualidade média do cinema mainstream, que atingiu um ponto tão deprimente que acho que só não provoca uma revolta maior no público por causa de algum fenômeno tipo a síndrome do sapo na panela.

Em outros anos, me indignei mais com as mensagens e os valores projetados nos filmes. Não que isso tenha melhorado muito, mas a questão da qualidade básica das obras — especialmente na área de roteiro — foi o que mais me chamou a atenção em 2025.

É a primeira vez que chego ao final de um ano não só sem nenhuma avaliação máxima, mas também sem nenhum filme “4 estrelas”, o que deve me impossibilitar de criar um Top 10 minimamente aceitável (não tenho grandes expectativas em relação aos filmes do Oscar que estreiam entre janeiro e fevereiro).

Se algo meio que “salvou” o ano pra mim, foi um punhado de filmes comerciais sem grandes pretensões, que deixaram um pouco as agendas ideológicas de lado, se propuseram apenas a criar um entretenimento leve e foram bem-sucedidos nisso. Entre esses, destacaria Lilo & Stitch, Como Treinar o Seu Dragão e Um Filme Minecraft.

O fato desses filmes, que nem foram tão excepcionais assim, terem sido enormes sucessos de bilheteria me dá certa esperança de que os espectadores ainda têm salvação — de que o problema mais grave está nas instituições, nos estúdios, nas lideranças atuais etc. Continuo acreditando na minha teoria de que “Filmes Nota 6”, alinhados com princípios Idealistas, teriam capacidade de reerguer a indústria.

Infelizmente, não vejo nenhum movimento que aponte para um 2026 muito melhor. Meus mais aguardados, por enquanto, são Dia D, Michael e A Odisseia — mas em relação a Michael e A Odisseia, tenho mais uma curiosidade quanto ao tema e à abordagem do que uma esperança de que serão ótimos filmes de fato.

Já não tenho mais expectativas em relação ao entretenimento em geral, nem em relação ao Oscar. O ano passado pra mim foi como se a cultura americana tivesse finalmente morrido. Se as coisas melhorarem no futuro, estará mais pra uma ressurreição do que pra uma mera recuperação. Ainda assim, continuarei aqui, acompanhando tudo e deixando meus comentários sempre que achar relevante.

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