segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Love

ANOTAÇÕES:

- Naturalismo: registro externo de pessoas e relacionamentos sem conteúdo psicológico, sem projeção de valores, julgamento moral, etc.

- Acho um tédio quando o "produto" principal do filme é sexo. Mas pelo menos os atores e as cenas são bonitas, bem fotografadas.

- História superficial. Garoto conhece garota, garoto trai garota, etc. O fato dela ser contada de forma não-linear não acrescenta nenhum conteúdo ao filme.

- SPOILER: Até que o filme é mais leve do que eu imaginava, sexualmente. Exceto por 1 tomada ou outra, já vimos coisas parecidas em dezenas de filmes como 9 Canções, Shortbus, etc. E essas tomadas mais chocantes (a ejaculação 3D, o p.o.v. de dentro da vagina) não têm grande impacto e até destoam do resto do filme, que não tem essa atitude "trash". O filme irá frustrar quem estiver esperando algo subversivo como sugeriam os cartazes.

- Pra que essas referências a filmes, os diálogos metalinguísticos pretensiosos? O garoto não convence como cineasta e isso não tem nada a ver com a história. Parece apenas o diretor querendo se enfiar no meio do filme, exibindo seu repertório, tentando engrandecer o próprio trabalho de maneira artificial. Mas o resultado é o contrário: ao discutir Kubrick, por exemplo, a gente fica apenas consciente de que o filme está muito longe de ser algo como um filme do Kubrick. É o típico caso do artista não-intelectual tentando se passar por intelectual.

- O garoto e a morena têm uma química interessante quando estão brigando. É cômico num bom sentido.

- O filme é vazio, sem enredo - mas não é desagradável de ver. Os personagens têm certo charme, etc. Se tivesse 1 hora e 20 seria aceitável, mas com 2 horas e 15 começa a ser uma tortura!

- Divertida a cena do travesti. Pelo menos sai da monotonia e a plateia tem alguma reação.

- Final entediante! Uma cena arrastada após a outra. Digno de levantar e ir embora.

CONCLUSÃO: História de amor superficial, monótona, que só se destaca pelo estilo e pelo sexo explícito.

(Love / França, Bélgica / 2015 / Gaspar Noé)

FILMES PARECIDOS: Azul É a Cor Mais Quente / 9 Canções

NOTA: 4.0

2 comentários:

carlton ipi disse...

tão ruim assim?

Caio Amaral disse...

Não achei horrível.. Apenas vazio, sem propósito, pouco divertido.. longe da imaginação e da irreverência de um Ninfomaníaca, por exemplo.