sexta-feira, 10 de março de 2017

Kong: A Ilha da Caveira

NOTAS DA SESSÃO:

- Má ideia eles mostrarem o King Kong (parcialmente) logo na primeira sequência, o que estraga um pouco da expectativa. De qualquer forma, o filme começa bem. Visualmente é um dos filmes mais estilizados e ocupados desde Mad Max: Estrada da Fúria (a quantidade de detalhes e ideias visuais é realmente anormal). Os personagens são divertidos, a missão interessante, a chegada de helicóptero na ilha é legal apesar de lembrar muito Jurassic Park...

- Brochante de novo o King Kong aparecer logo de cara na chegada na ilha! A imagem com o sol se pondo é fantástica, mas emocionalmente a cena é fraca, as reações dos personagens não são convincentes, falta realismo, seriedade... O roteiro não soube construir um grande momento. Além disso é muito falso todos os helicópteros chegarem perto do King Kong e serem destruídos! Se sobrasse pelo menos 1 pra eles fugirem ou chamarem resgate, todo o resto do filme deixaria de existir. Ficou tudo falso agora. O diretor parece mais interessado em criar imagens atraentes do que em fazer um bom entretenimento.

- Romantismo Reprimido: o filme é cheio de toques de humor inapropriados que destroem a seriedade da aventura. O personagem do John C. Reilly quando surge com os índios é ridículo, parece que estamos vendo Saturday Night Live. Todo o propósito desse tipo de história deveria ser fazer você acreditar na fantasia, e não torná-la obviamente um faz-de-conta.

- A ação toda do filme não tem o menor realismo. Por exemplo: a cena em que a Brie Larson tenta levantar um helicóptero sozinha (!) pra ajudar o animal preso, e subitamente o King Kong aparece do lado dela pra ajudar. Ela não percebeu que um macaco de 300 metros estava se aproximando?

- Péssima essa sub-trama do Samuel L. Jackson. Não faz sentido ele querer se "vingar" do King Kong e matá-lo. A trama toda é ruim. O motivo deles estarem presos na ilha já é forçado (a queda de todos os helicópteros), e agora esse conflito prendendo eles aí também.

- SPOILER: A sequência de ação no clímax é absurda. Pra que a Brie Larson subiu em cima daquela montanha sozinha? Como ela não morreu quando o King Kong pegou ela na mão e lutou contra o lagarto? O filme lembra um pouco Círculo de Fogo, no sentido de que ele exagera de propósito a falta de realismo da aventura pro diretor exibir pra plateia que ele está se "divertindo" e não se leva a sério (Romantismo Reprimido também).

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CONCLUSÃO: Visualmente impressionante, mas o tom frívolo e a falta de sentido da história destroem a diversão.

Kong: Skull Island / EUA / 2017 / Jordan Vogt-Roberts

FILMES PARECIDOS: A Lenda de Tarzan (2016) / Godzilla (2014) / Círculo de Fogo (2013)

NOTA: 5.5

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