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História de amor baseada no livro de Audrey Niffenegger sobre uma garota que se apaixona por um homem que viaja no tempo inexplicavelmente (e incontrolavelmente).
A história nos remete a filmes como o clássico O Retrato de Jennie, Em Algum Lugar do Passado ou até o mais recente A Casa do Lago. Mas enquanto esses outros filmes conseguiram achar uma linearidade emocional dentro da não-linearidade da história, Te Amarei Para Sempre se perde nos saltos de tempo e em sua falta de coerência. A platéia fica confusa, sem saber quais são as regras do jogo (por exemplo, ao mesmo tempo que o personagem de Eric Bana diz que não pode mudar o passado pra salvar a mãe, ele faz isso em várias outras ocasiões e até engravida Rachel McAdams!). O filme não estabelece as regras, e o romance acaba nos parecendo distante, como se tivéssemos pego a história pela metade; não sentimos o que eles sentem, um pouco porque o filme fala de um amor impossível de se relacionar; mais ou menos como o caso de Benjamin Button (curiosamente, foram Brad Pitt e Jennifer Aniston que compraram os direitos do livro; Pitt aparece aqui como produtor executivo). Ou seja, apesar de algumas sacadas interessantes da história, o roteiro é mal adaptado e o resultado é mediano. Não funciona nem chega a ser ruim. Parte da culpa é de Eric Bana que é inexpressivo e só fica mais à vontade quando tira a roupa.
The Time Traveler's Wife (EUA, 2009, Robert Schwentke)
INDICADO PARA: Quem gostou de Benjamin Button pelo lado emocional (não pra quem admirou a produção).
NOTA: 5.0
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