sábado, 17 de dezembro de 2016

Sully: O Herói do Rio Hudson

NOTAS DA SESSÃO:

- A história é muito parecida com a de O Voo (2012), o que dá um senso de déjà-vu.

- Não é uma performance muito dinâmica, chamativa, mas Tom Hanks está bem e o personagem é respeitável.

- A narrativa é um pouco frouxa. Pensei que o filme fosse focar no conflito entre o piloto e a seguradora, cada lado tentando provar seu argumento, mas o filme não segue tanto essa linha. Não ficamos realmente preocupados que o Sully possa ser responsabilizado pelo acidente. E como o maior evento da história já aconteceu (a queda do avião, que é apenas mostrada em flashbacks), não há muito o que aguardar da história. Só assistimos o filme com certa curiosidade pois queremos assistir o acidente completo do começo ao fim (o filme não mostra tudo de cara logo no primeiro flashback, vai reservando algumas coisas pra mostrar mais pra frente).

- Bonito o momento quando Sully recebe a informação de que todos os 155 passageiros sobreviveram.

- O filme não faz uma abordagem interessante da história. Apenas registra o óbvio. Quando entramos na sala, já sabemos que o avião pousou no rio e que todo mundo sobreviveu. Daí quando vamos ver o filme, e o que acontece é apenas isso! O avião cai no rio e todos sobrevivem! Não há uma boa história além disso, o que deixa o filme com cara de uma reportagem de luxo (por exemplo: Titanic não é apenas sobre um navio afundando, tem o romance, o drama familiar, o conflito de classes, os pesquisadores em busca do colar, etc, etc).

- SPOILER: A única tentativa de se desenvolver uma trama aqui é o lance da seguradora querendo culpar o Sully pelo pouso no rio. Mas isso é resolvido de maneira muito simples. Bastou ele argumentar que levariam 35 segundos a mais na simulação pra fazer o retorno pra ficar claro que não teria dado tempo de chegar ao aeroporto. Não é uma sacada surpreendente, uma reviravolta satisfatória após um grande embate, etc. É até meio forçada a maneira como o filme tenta vilanizar os caras da seguradora, só pra depois provar na frente de todos que eles estavam errados. Não foi um conflito bem desenvolvido.

- Eles repetem a cena da queda muitas vezes! A última já parece desnecessária. Já vimos o avião caindo por diversos pontos de vista. O filme usa esses flashbacks do acidente pra tentar gerar mais clímax e acordar a plateia (pois a história em si é meio fraca), mas fica parecendo mais uma encheção de linguiça.

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CONCLUSÃO: Produção decente, mas o material não é forte o bastante pra sustentar um bom filme.

Sully / EUA / 2016 / Clint Eastwood

FILMES PARECIDOS: Ponte dos Espiões (2015) / A Travessia (2015) / Capitão Phillips (2013) / O Voo (2012) / As Torres Gêmeas (2006)

NOTA: 6.0

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