★★
Treinamento ideológico de esquerda para baixinhos. A "heroína" aqui é uma ativista ambiental revoltada que, pra proteger uma área verde perto de sua casa, organiza uma espécie de revolução dos bichos (com o auxílio de uma tecnologia inovadora à la Avatar) e bola uma estratégia para impedir a construção de uma rodovia que atravessará a floresta. Apesar da protagonista chegar a dar um passo na direção de assassinar o político responsável pela obra, o filme no fim opta por uma posição mais moderada — não quer ir ao extremo de promover terrorismo, mas também não quer dar liberdade total ao progresso humano. O ideal é o meio-termo, onde cada lado cede um pouco, permitindo que homem e natureza vivam em equilíbrio — uma mensagem bonita, mas desonesta no fim das contas. A "solução" que o filme apresenta não explica de fato como é possível ter progresso sem impactar a natureza. Para as crianças, fica a mensagem mais importante: quando você vir uma jovem raivosa, desarrumada, protestando contra homens engravatados sob alguma bandeira "progressista", ela provavelmente está no time certo.
Pânico 7 (Scream 7 / 2026 / Kevin Williamson)
★★★
Corrigiu os principais problemas que me fizeram considerar Pânico VI o pior da franquia — a má direção, a falta de plausibilidade do roteiro, o casting naturalista, a ausência de Neve Campbell etc. Agora não há mais uma tentativa de “modernizar” a franquia (corrompê-la), mas de resgatar o clima dos filmes do Wes Craven, apostando no que já deu certo — algo que Kevin Williamson faz bem o bastante (roteirista do original que agora virou diretor). O maior problema aqui é que, no 7º episódio da franquia, apenas acertar o tom não é suficiente. Um mínimo de inovação seria necessário. O filme acaba parecendo algo que já vimos inúmeras vezes, sem novidades ou frescor criativo (o final também não ajuda — achei tão insatisfatório quanto o do filme anterior). Diverte na maior parte do tempo e reflete um recuo positivo da indústria em relação às tendências Anti-Idealistas dos últimos anos, mas em termos de história, não chega a ter nada muito memorável.


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