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quarta-feira, 13 de junho de 2012
Prometheus
Prequel de Alien - O 8º Passageiro que marca a volta de Ridley Scott ao gênero que o consagrou (além de Blade Runner, Ridley fez o Alien original). O filme se passa no ano de 2093 (28 anos antes do clássico de 79) e acompanha a tripulação da nave Prometheus a caminho de uma lua distante onde eles esperam encontrar seres avançados e desvendar alguns dos mistérios sobre a origem da vida na Terra.
O filme é ficção-científica de primeira e é uma das entradas mais ambiciosas no gênero desde Avatar - não só pelo altíssimo nível da produção, mas também por explorar temas grandes como a origem da vida, etc. O elenco excelente tem Noomi Rapace (estrela do Os Homens que Não Amavam as Mulheres original sueco) no papel da cientista de personalidade forte, que tenta ser o equivalente à Sigourney Weaver dos outros filmes. Charlize Theron está ótima como a supervisora fria da Weyland Corporation; mas quem se destaca mesmo é Michael Fassbender no papel de David - o androide fã de Lawrence da Arábia que é quase uma versão ambulante do HAL-9000 (em uma das referências do filme a 2001).
Havia dúvidas quanto à conexão de Prometheus com os outros filmes da série Alien - se este faria de fato parte da série ou se seria uma spin-off na linha de Alien VS. Predador. Mas embora a história funcione independentemente dos outros filmes, fica claro que este é de fato um Alien legítimo, se passando no mesmo universo, compartilhando muitos dos elementos dos primeiros filmes - não só em aspectos concretos - como cenários, objetos, etc, mas também no ritmo, na construção das cenas, dos personagens, na estrutura do roteiro - quase como uma mesma música regravada apenas com uma letra diferente.
Ainda assim, o filme não é tão impecável quanto Alien ou Aliens, até porque ele tenta realizar muito mais. Alien era basicamente Tubarão no espaço e era perfeito em sua simplicidade. Prometheus, ao tentar abordar grandes questões filosóficas, acaba deixando várias pontas soltas na história, e o espectador termina mais confuso do que satisfeito (não há aquela clareza de 2001, que conseguia fazer afirmações elaboradas de maneira simples e nítida).
Apesar da trama ligeiramente insatisfatória, o filme é indiscutivelmente bem feito e envolvente - e assim como a famosa cena do jantar de Alien, tem pelo menos 1 sequência "showstopper" que já surge como referência do gênero.
Prometheus (EUA / 2012 / 124 min / Ridley Scott)
INDICAÇÃO: quem gostou de Star Trek, das séries Matrix, O Exterminador do Futuro, e dos primeiros Alien.
NOTA: 8.0
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sábado, 14 de novembro de 2009
2012

Quem entrar na sala pra ver um show de efeitos especiais e cenas de ação espetaculares terá seu ingresso justificado logo após os primeiros 30 minutos de filme (que segue pra completar quase 3 horas de projeção). Acho que nunca houve um filme catástrofe tão completo e grandioso como este. Diferente de Terremoto ou Twister, onde uma única força da natureza é responsável pela tragédia, a premissa de 2012 permite várias catástrofes simultâneas - terremotos, vulcões e ondas gigantes para citar as principais. É algo que o diretor Roland Emmerich (de Godzilla e Independence Day) já havia explorado em O Dia Depois de Amanhã - que foi mais fraco pois além de ter uma desculpa menos convincente (o aquecimento global), tinha um roteiro inferior e metade do orçamento de 2012 (estimado em 260 milhões de dólares!). As imagens são de uma complexidade que eu nunca tinha visto antes. Os efeitos de Transformers 2, por exemplo, foram sofisticados - mas eram totalmente desinteressantes! Neste filme a tecnologia é eficaz - ela se traduz em queixos caídos na platéia.
Esqueça a premissa tola que motiva o filme (toda a baboseira de alinhamento galáctico e explosões solares). O filme não está tentando convencer ninguém seriamente de que estes eventos possam ocorrer em 2012 (se bem que com tanta gente que acredita em horóscopo, homeopatia e coisas ainda mais irracionais que 2012, não duvido que o filme contribua pra uma onda de pânico semelhante à do Bug do Milênio). Mas o fim do calendário Maia é apenas um pretexto para a ação e o show de efeitos - uma desculpa tão boa e ingênua quanto a de que Godzilla surgiu de uma mutação genética provocada por testes nucleares. Se por um lado o filme poderia ter sido mais interessante se entrasse de verdade na discussão e levantasse argumentos sólidos a favor dos Maias, por outro lado poderia correr o risco de soar tolo como Presságio, ou então de ficar completamente datado a partir de 2013!
2012 (EUA, 2009, Roland Emmerich)
INDICADO PARA: Todos os bem humorados.
NOTA: 8.0
domingo, 12 de abril de 2009
2012: Science or Superstition?

Tenho ouvido falar muito sobre o tal apocalípse de 2012 e resolvi pegar este documentário pra saber do que se trata (ou pelo menos pra ter algo pra falar no elevador). Soube então que 21 de Dezembro de 2012 marca o fim do calendário Maia, e supostamente também o fim da civilização como a conhecemos (não entendi direito por que o simples fato do calendário terminar significa que o mundo também irá acabar; pra mim seria o mesmo que olhar um mapa de São Paulo e assumir que a Rodovia Ayrton Senna termina num barranco). De qualquer forma, peguei o filme bem intencionado, com vontade de acreditar. Mas logo ficou claro que a base "científica" usada pra justificar essas profecias não passa de uma fachada, uma casca fina que qualquer leigo pode quebrar com algumas perguntas triviais. Então fui forçado a voltar ao meu mundo simples e sem perguntas do ceticismo. Acho incrível como toda crença dessa natureza parece estar sempre associada à imprecisão, falta de clareza e ingenuidade.
Há muitos furos nessa história, mas não quero parecer me importar muito com o assunto, então vou me limitar apenas a 1 questão central.
Todo o apoio "científico" dado à essa história está baseado no fato de que em 2012 o planeta Terra, o Sol e o centro da Via Láctea (onde existe um enorme buraco negro) estarão alinhados pela primeira vez em 25 mil anos. O Sol estará ENTRE a Terra e o centro da galáxia, provocando uma espécie de eclipse - ou seja, o Sol estará "tapando" a visão da Terra do centro da galáxia, o que poderia provocar a inversão dos polos terrestres (o planeta daria uma cambalhota e pararia de cabeça pra baixo, matando todo mundo). Por que? Bom, aparentemente esse buraco negro exerce uma força magnética constante sobre a Terra (e tudo que há na galáxia), e quando o Sol entrar na frente, essa força será cortada subitamente, provocando um desequilíbrio no planeta. Isso é basicamente tudo de "científico" que foi dito a respeito de 2012... Agora vem a minha dúvida:
Na Via Láctea há pelo menos 200 BILHÕES de estrelas (o Sol sendo uma de porte pequeno, situada na borda da galáxia). O Sol pode até estar entrando na frente deste centro da galáxia pela primeira vez em 25 mil anos, mas quantos bilhões de estrelas e corpos celestes estão O TEMPO TODO tapando o centro da galáxia da Terra? Dá pra calcular? Queria ter uma analogia melhor, mas imagine o seguinte: a Avenida Paulista está vazia; você está numa ponta e um atirador está na outra. Ele atira, e você é atingido no peito. Até aí tudo bem. Mas imagine que entre você e o atirador, agora está toda a parada gay - 3 milhões de pessoas. Que diferença faria se uma drag queen anã passasse na sua frente na hora do tiro?
Quer dizer, será que ninguém pensou nisso? Claro que estamos falando de atração gravitacional e não de um objeto físico viajando pelo espaço, mas se essa força persistiu por 26.000 anos-luz, atravessando tudo o que havia no meio, não é o nosso solzinho que no fim vai interromper a viagem! Além disso, tal fenômeno de inversão dos polos nunca foi observado em outros planetas. Por que a coitada da Terra tem que ser a primeira a dar uma pirueta? Se alguém tiver uma resposta por favor poste aqui. E de preferência sóbrio, pois aprendi no documentário que os Maias, antes de tirarem suas conclusões a respeito dos astros, fumavam "plantas sagradas", para que assim pudessem atingir "estados superiores de consciência"...
INDICADO PARA: Quem estocou comida antes do bug do milênio.
2012: Science or Superstition? (EUA, 2008, Nimrod Erez)
NOTA: 3.0
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