terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Horas Decisivas

NOTAS DA SESSÃO:

- Como já se espera da Disney, a produção é muito bem feita. O elenco também é de bom nível: Chris Pine, Erica Bana, Casey Affleck, etc.

- O romance não funciona e soa desnecessário - não é essencial pra história. Miriam é um personagem superficial - parece baseado em clichês de filmes dos anos 50. E o Chris Pine parece aceitar se casar com ela por pressão, pena, não por interesse próprio. Ela só vai servir no filme pra ficar em casa preocupada, enquanto o homem está "lá fora" enfrentando o mundo perigoso (aquela esposa clichê de filmes como Apolo 13, Evereste, etc).

- As cenas no navio são bem feitas em termos de ação, efeitos visuais, etc. Melhor que No Coração do Mar, por exemplo.

- SPOILER: Legal o momento em que descobrimos que o navio partiu ao meio.

- "Filme de serviço" - a ação é motivada apenas pelo senso de obrigação do herói. Ele vai ao mar apenas porque é seu trabalho, seu "dever" como cidadão - ele não está indo resgatar alguém que ama, caçar um tesouro, etc. Não há uma dimensão mais íntima na história, desejos pessoais envolvidos. E o filme acaba promovendo altruísmo: Pine é visto como herói pois ele não pensa na própria vida; está totalmente disposto a morrer pra salvar alguns estranhos.

- Um dos problemas do filme é que a história não é tão épica quanto o filme acha que ela é. Não é como Titanic - um desastre histórico envolvendo o maior navio do mundo. Ou mesmo Mar em Fúria, que convencia que estávamos vendo uma das maiores tempestades já registradas. O risco que os personagens correm aqui não parece tão intenso. A história deles não poderem usar o bote salva-vidas pra sair do navio pareceu totalmente forçada (o barco que o Chris Pine vai usar pra resgatá-los no fim não é muito maior).

- SPOILER: Tensa a cena em que eles têm que passar pelo banco de areia (a sequência de ondas gigantes). Ação eficiente.

- Um tédio essa namorada se fazendo de esposa sofredora, sendo que ela acabou de conhecer o Chris Pine. A cena em que ela fica repetindo "Por favor, chame-o de volta" é muito ruim. Ela não entende que esse é o trabalho dele? Que ele concordou em participar do resgate?

- Uma coisa boa é que o filme não foca na violência, no sofrimento, e sim nas atitudes positivas dos personagens. O filme é (ou tenta ser) sobre atos heroicos, e não algo desagradável sobre pessoas sofrendo acidentes (como O Regresso, por exemplo). Só que os personagens são superficiais, desinteressantes, e a ausência completa de violência acaba fazendo o filme parecer leve demais.

- Uau, mais pro final há uns planos de água espirrando em câmera lenta que ficaram incríveis em 3D (quando já estão todos no barco tentando voltar pra terra) .

- SPOILER: Final clichê, previsível. O filme tem um tom romântico que normalmente eu defenderia, mas que acaba soando vazio e superficial nesse caso. Esse romantismo aqui parece baseado em fé, tradição (como se o filme fosse feito por uma mentalidade americana conservadora), e não em virtudes palpáveis. No fim, Pine encontrou o navio por sorte, conseguiu salvar todo mundo por sorte, encontrou o caminho de volta por sorte. Nunca temos um senso de admiração real por ele, pois suas qualidades não são bem representadas. O mesmo pode ser dito da relação entre ele e a garota. Tudo aconteceu rápido demais, não tivemos tempo de entender por que os dois se apaixonaram, quais as qualidades dela, etc. Vendo o filme ficamos apenas com uma sensação vaga de que o "amor é belo" e o "homem é corajoso", mas que não é sustentada por fatos, exemplos convincentes, portanto acaba não inspirando.

CONCLUSÃO: Bem produzido e com cenas de ação bem feitas, porém a história não é das mais memoráveis e a abordagem é convencional e cheia de clichês.

The Finest Hours / EUA / 2016 / Craig Gillespie

FILMES PARECIDOS: No Coração do Mar / Evereste / Capitão Phillips / Incontrolável / Mar em Fúria / Pearl Harbor

NOTA: 5.0

26 comentários:

Marcus disse...

Na minha cidade, substituíram a exibição do filme em todas as salas IMax pelo O Regresso depois pelo Deadpool, e devolveram os valores de quem comprou adiantado. Aconteceu o mesmo com Macbeth. Resolveram exibir uns filmes de ação bem medíocres no lugar. Horas Decisivas por outro lado foi exibido nas salas pequenas mas sem aviso, já Macbeth nem teve exibição na cidade inteira!

Perguntei as duas vezes o porque isso e não souberam me responder. Procurei a rede de cinema, não para reclamar mas para saber a razão por trás desta atitude, não retornaram.

Mais tarde amigos me contaram que é bem comum isso no Brasil, mas ninguém soube explicar. Alguém aqui tem ideia de porque vendem os ingressos, mas na estreia cancelam a exibição mesmo em salas menores?

Caio Amaral disse...

Oi Marcus.. Olha.. eu vou bastante ao cinema há pelo menos 15 anos e nunca vi isso acontecer aqui em São Paulo. Onde você mora? A razão deve ser puramente comercial né.. O Regresso e Deadpool devem ter tido 10 vezes mais procura do que o Horas Decisivas.. que dirá Macbeth.. mas isso não justifica mudar a programação depois de já terem vendido ingressos. Deviam ter pesquisado antes o potencial de cada filme né.

Marcus disse...

Oi Caio, moro em Florianópolis. Tem salas sob o nome da marca IMax e outras iguais sob outros nomes, no geral, várias opções de "IMax". Aconteceu estas duas vezes comigo, então fui checar com conhecidos e com eles acontecera antes também. Com relação em outras cidades do Brasil eu não posso afirmar, pois eles apenas me falaram que no Brasil era comum isso.

Eu tinha até esquecido, mas daí com seu post eu lembrei.

Caio Amaral disse...

Estranho, pq IMAX tem só umas 12 salas no Brasil inteiro.. São Paulo tem umas 3.. acho estranho ter várias apenas em Florianópolis.. Isso da programação alterar seria mais compreensível em cinemas de bairro, etc.. mas não em redes grandes tipo Cinépolis, que têm salas IMAX, etc.. bem esquisito! Entra no Procon, hehe.

Marcus disse...

Nem vou esquentar a cabeça. É que eu fiquei curioso mesmo e ninguém soube me responder.

Como falei, as salas não estão sob o nome "IMAX", mas com outros nomes como Cinépic, XD, Macro etc. Em geral, são exatamente a mesma coisa.

Caio Amaral disse...

Sim, algumas redes criaram salas especiais pra competir com o IMAX... mas ainda não dá pra comparar, sempre dou preferência pro IMAX quando tenho a opção.. Olha essa matéria depois. Abs.

http://canaltech.com.br/materia/cinema/cinema-qual-a-diferenca-entre-4dx-imax-macro-xe-e-xd-45437/

Anônimo disse...

Antes de fazer o post do oscar, vc poderia fazer quais são seus palpites. Não os que vc gostaria ou acha que realmente merece, mas os que acha que vão ganhar. Tipo um bolão.

Caio Amaral disse...

Olha, eu não gosto muito disso pq a ideia por trás desse tipo de bolão é a de que eu tenho algum tipo de "visão" especial que consegue entender a mentalidade do monstro de 6.000 cabeças que é a Academia.. E já posso adiantar que eu não tenho, hehe. Nada. Então apenas acredito nas estatísticas:

Filme: O Regresso
Diretor: Iñárritu
Ator: DiCaprio
Atriz: Brie Larson
Coadjuvantes: Stallone e Alicia Vikander
Roteiro: Spotlight e A Grande Aposta.

http://www.goldderby.com/odds/experts/416/

Anônimo disse...

Já pensaram que loco seria se o regresso levasse 11 oscar mas o Leonardo perdesse? Seria o segundo filme em que acontece isso. De qualquer forma, concordo com o Caio, se o Leonardo levar é pelo conjunto do trabalho e não por interpretação dramática. Como disse o Michael Keaton: "Doença sempre ganha".

Foi-se o tempo em que os vencedores interpretavam um personagem dramático, hoje os atores interpretam doenças, machucados, pessoas com distúrbios. Dá pra fazer um compilado com os últimos vencedores de quem estava na pior situação. Vide os dois últimos ganhadores de melhor ator e atriz: doença.

Caio Amaral disse...

Haha.. difícil dar esse resultado hein!
Às vezes doenças, perturbações, exigem que o ator faça coisas muito difíceis, passem por cenas intensas.. como foi o caso do Eddie Redmayne ano passado em A Teoria de Tudo.. então acho compreensível esse tipo de performance se destacar.. minha objeção ao DiCaprio é que em geral ele apenas sofre em O Regresso - grita e faz cara de dor.. isso não demonstra uma habilidade especial, sensibilidade, criatividade na construção do personagem, etc.

Anônimo disse...

Sério meu, assistam esse vídeo sobre o oscar, best critica ever: https://www.youtube.com/watch?v=5rkirbTtb4I

Marcus disse...

Esta premiação do oscar foi meio incoerente, Mad Max levar a maioria dos prêmios técnicos e o de melhor diretor, o cara responsável por juntar tudo isso, não levar.

Spotlight levar como melhor filme foi conveniente, pois fala de violência sexual, assunto em alta, e faz uma denúncia contra o "grande vilão da humanidade", o clero. Não tirando o mérito do filme, claro. Mas acredito que os motivos da vitória foram pura conveniência. Não queriam dar pro Mad Max por não ser dramático, mas o Regresso é muito ruim, então escolheram o menos pior, pois O Quarto de Jack só teria chance de vencer nos anos 90. Fora Ponte dos Espiões, os outros são terríveis para melhor filme.

E que povo chato esse do oscar, que a cada discurso só sabia falar sobre racismo, cor desse, cor daquele, representação. Filmes são para fugir da vida real poxa!

Se eu pintar um quadro como Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte, e não colocar nenhum negro porque não é assim que eu quero me expressar, serei taxado de racista?

Assim como o Caio, concordo que o melhor filme deste ano foi A Travessia. O sentimento "circense" que o filme me transmitiu, o amor do personagem pela arte e a sua perseguição pelo sonho. Tudo isso sem ser um drama complexo e pesado, com reviravoltas e gente-chorando-sozinho-no-escuro-refletindo-sobre-sua-própria-existência-pensando-em-se-matar.
Conseguiu comunicar-se de forma eficiente com meus sentimentos mais delicados. Eu que fui obrigado a largar dos meu sonho de trabalhar com arte para ser mecânico, chorei vendo o amor de Philippe Petit pela performance artística, tal qual jamais se repetirá na sociedade chata em que vivemos.

Minha mãe também largou a faculdade de artista plástica porque engravidou de mim. Teve que trabalhar com costura. Mas seu hobby sempre foi pintar, assistíamos filmes juntos direto, e ela me ensinou a amar a arte.
O trabalho dela custou caro, desenvolveu LER e nunca mais pode fazer o que mais amou.

As pessoas de hoje em dia perderam a sensibilidade, admito que perdi parte da minha também. Mas um filme desses "tem um dom de reviver, fazer as cores que o tempo desbotou, sentir as formas que o tato esqueceu, e ser de novo o que eu fui e já não sou. Tem um quê de nostalgia que traz de volta o romantismo do cantor, revigorando um coração que endureceu, e não queria mais ouvir falar de amor."

Anônimo disse...

Como disse o Marcus, a premiação de Spotlight foi mesmo uma questão de conveniência, pelos motivos apontados. Talvez agora se inicie um novo gênero de filme, o de 'crimes do clero', feitos para premiação compulsória, como os de holocausto. Dizem que o filme seria uma celbração do 'grande jornalismo', mas isso é coisa que pouco existe no mundo de hoje. Jornalista nenhum nos Estados Unidos quis questionar as afirmações do governo Bush sobre as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, que eram uma afronta ao bom senso, coisa de ficção científica vagabunda,e hoje se sabe muito bem que são falsas (a propósito, o grande motivo de Donald Trump estar liderando as primárias do partido republicano é porque ele foi o único do partido que ousou acusar a falsidade de George W. Bush, enquanto os outros republicanos tentam fingir que ele foi um grande presidente). A grande imprensa americana, como a brasileira, vive hoje de cultivar relações com o poder e de repercutir seus interesses, em matérias que sem citam como fonte "um funcionário do Departamento de EStado que preferiu não se identificar"...
De Caprio foi premiado só porque havia uma cobrança nesse sentido.
O Oscar vem se tornando desde há muito um jogo de conveniências, e vem perdendo credibilidade. Já não tem a repercussão de antigamente.
O Oscar de melhor animação devia mudar seu nome para Oscar de filme da Disney/Pixar do ano. Já faz tempo que o prêmio se tornou monopólio da empresa, que ganha mesmo quando apresenta uma filme como o Operação Big Hero, que era uma nulidade, um saco de vento, como aliás era seu personagem-chamariz, o Baymax.

Anônimo disse...

Spotlight não é tão novidade assim. O Mensageiro http://www.imdb.com/title/tt1216491/ tem uma premissa bastante parecida de denuncia a algo bem maior que o jornal, que também é história real.
No entanto, o filme é bom sim, existem motivos ali para levar o oscar, só acho que talvez não fosse a hora, pois este anos filmes melhores saíram.

Anônimo disse...

E "O filho de Saul" levou o Oscar de filme estrangeiro, confirmando o que disse a Kate Winslet, que quem faz um filme de holocausto tem seu oscar garantido.

Caio Amaral disse...

Marcus, tb tive esse tipo de sensação com A Travessia.. Seu desejo era trabalhar com que tipo de arte? Você teve mesmo que desistir pra trabalhar como mecânico? Não dá pra tocar as 2 coisas paralelamente? É o que as pessoas acabam fazendo em geral né.. quem quer se dedicar à arte, até que se torne bem sucedido, etc..

Pessoal, em vez de comentar aqui, vou ver se mais tarde posto um vídeo falando sobre minhas impressões do Oscar.. Abs!

Marcus disse...

Oi Caio. Quando era pequeno pintava quadros com a minha mãe, mas quando atingi a puberdade, decidi ser cineasta. Descobri que tinha que fazer faculdade, e eu não tinha idade para entrar. Como tinha que ajudar em casa o único curso que eu podia fazer era o de menor aprendiz mecânico do SENAI, que era gratuito.

Tentei fazer fotografia paralelamente, mas não tinha dinheiro, então tentava aprender conceitos sozinho. Juntei dinheiro para comprar uma câmera e fazer um filme independente, mas com a doença da minha mãe ela não podia mais trabalhar. Como nunca pagou INSS, eu sustentava nós dois, tive que usar todo o dinheiro.

Quando me formei e a situação econômica se estabeleceu, aconteceu a crise da Petrobras em 2013, e eu trabalhava para uma empresa que vendia produtos pra ela. Fui demitido e até hoje não consegui emprego na minha área. Fiz entrevista em duas multinacionais, e as duas fizeram demissão em massa pouco tempo depois.

Neste meio tempo tentei escrever um livro, contar uma história fictícia. Cheguei longe, mas com a situação desesperadora eu acabei ficando estagnado, adiava e desisti.

Nos sustentamos hoje com dinheiro de uma casa de aluguel que conseguimos comprar.

Marcus disse...

Disse o ano errado, foi em 2015, não em 2013.

Caio Amaral disse...

Marcus, acho que as principais coisas que você precisa aprender pra ser um bom artista não exigem muito dinheiro.. Mesmo cinema, que antigamente só era possível se fazer com grandes orçamentos, hoje você faz até com celular.. O filme "Tangerine" que está nos cinemas é um exemplo, e está sendo bastante premiado.. Veja esse conselho do James Cameron:

https://www.youtube.com/watch?v=F62gR1qzj3U

James Cameron: Muitas pessoas me perguntam, "Qual o melhor conselho que você daria pra alguém que quer ser um diretor?" E a resposta que eu dou é muito simples. "Seja um diretor." Pegue uma câmera. Filme algo. Não importa o quão pequeno, o quão tosco, não importa que seus amigos e sua irmã sejam os astros. Coloque o seu nome como diretor. Agora você é um diretor. O que vem depois disso é apenas uma questão de negociar o seu orçamento e o seu cachê. O ponto é: é mais uma questão de estado mental, se comprometer a realizar.

Fotografia, pintura, literatura.. exigem ainda menos equipe e infra-estrutura. Então recomendo que faça um teste, se vc ainda tiver o desejo.

Marcus disse...

Obrigado pelo conselho. Eu fiz algumas animações em stop motion com câmera de celuar, usei material que tinha em casa. E ainda pequeno, quando tinha uma polaroide, utilizando foto de brinquedos contei uma história estilo HQ em um álbum de fotografias. Escrevi um "roteiro" antes para que em 32 fotos e mais alguns quadros narrativos feitos à mão eu conseguisse contar a história, pois só tinha uma chance de dar certo.
Fiz outras histórias em quadrinhos desenhando e pintando e tenho guardados até hoje nas caixas de velharias. Com capa e tudo.

No entanto, meu maior foco está sendo encontrar um emprego. Não consigo fazer algo paralelo tendo consciência desta responsabilidade maior. No estado mental que estou agora, se filmar algo vai ser sobre morte, dor e sofrimento usando a paleta de cores do Zack Snyder.

Mas realmente, em poucas palavras, Cameron consegue dar um grande incentivo aos sonhadores. Um dia chego lá.

Uma última pergunta: você paga pelo blog? como eu já tinha dito, estou a fim de criar um sobre análise de filmes e outras besteiras que der vontade de escrever.

Caio Amaral disse...

Haha.. realmente.. primeiro tem que cuidar da sobrevivência né.. Por outro lado, tem gente que acredita que os artistas produzem seus melhores trabalhos quando estão desempregados, passando fome, etc.. rsss. Não sou muito dessa filosofia, mas vai saber se não serve de incentivo :-P

Não pago pelo blog não.. Blogger / blogspot é sempre de graça até onde sei. Lembro que foi bem simples de criar.. Tive a ideia e no mesmo dia já virei blogueiro, hehe..

Zonijeda disse...

Olá Caio, aqui é o Marcus. Criei um blog pra exercitar a minha visão crítica sobre algumas coisas. Obrigado pelo encorajamento. Zonijeda é o nome que vai estar sempre escrito, mas é o Marcus escrevendo.

Quem quiser visitar, pode ficar a vontade pra "descer o pau".

http://imperador-marcus-aurelius.blogspot.com.br/

Caio Amaral disse...

Legal Marcus..! Bem ambicioso esse título do blog hein!? hehe. Quero passar lá quando tiver a primeira postagem oficial. Agora é só questão de ir pensando em conteúdo interessante, divulgar, ouvir o feedback das pessoas, ir melhorando, etc. Abs!

Zonijeda disse...

Oi Caio, vou ficar parecendo aquele povo que fica pedindo likes no face, mas não é isso. É que eu realmente respeito muito a tua opinião como profissional, e gostaria que desse uma olhada lá e dissesse o que achou quando pudesse. Layout, conteúdo, essas coisas

Meu pai deu nome de imperador romano pra mim e meu irmão. Virou piada na família.

Caio Amaral disse...

Oi Marcus! Olha, apesar de eu não ser fã dessa coisa de zombar de blockbusters, tirar sarro de clichês, etc, tem gente que faz isso de maneira engraçada (tipo Felipe Neto).. Daí é uma questão de ir sempre bolando comentários originais, fazer comparações cômicas, revelar falhas que ninguém tinha pensado antes, escolher bons alvos (filmes que indiscutivelmente mereçam ser ridicularizados), etc. E muito depende da sua personalidade tb.

Eu fiquei um pouco "sentido" de vc estar detonando um filme que era o seu favorito durante toda a infância, hehe.. E nem é um filme tão ruim assim.. mesmo quando o filme da infância é um horror (tipo Super Xuxa Contra o Baixo Astral rsss) eu geralmente preservo um carinho pelo que ele representou durante essa época..

Se vc quiser atrair mais acessos, é importante no futuro pensar no que poderia interessar os outros tb.. que tipo de postagem chama a atenção.. Nesse caso vc fez uma postagem bem pessoal.. um filme que foi marcante pra você na infância.. o que é válido também, e é bom pra você ir se exercitando.. mas pouca gente terá interesse em ler um texto longo sobre um filme de sucesso mediano de quase 20 anos atrás..

Se você não falasse a história do "imperador" eu ia achar que vc era megalomaníaco e tivesse falando sério, kkk.. Até pq vc ainda não tem nenhuma arte ou foto sua no blog, então ainda não dá pra sacar qual é sua personalidade.. é importante ir desenvolvendo uma identidade aos poucos.. ter um perfil com uma descrição sua.. pras pessoas que não te conhecem terem a chance de se identificar com vc, interesse em voltar no blog, etc..

Enfim.. mas achei um ótimo trabalho pra um primeiro post. Muito interessante vc descrevendo sua experiência de ver o filme pela primeira vez quando era pequeno, e o medo de rever o filme depois e achar um lixo.. hehe. bem legal :)

Zonijeda disse...

Brigado, abraços.