sábado, 7 de junho de 2014

A Culpa É das Estrelas (anotações)

- O filme é juvenil (o que eu não acho ruim), mas demonstra um desejo intenso de não ser juvenil - de parecer maduro, adulto (como muitos adolescentes que querem se desprender de suas personalidades antigas - repare como Gus acha vergonhoso Hazel querer ir pra Disney, ou como a primeira frase do filme já anuncia ansiosamente pro público que esta não é uma comédia romântica superficial como as outras). Isso leva o filme a cometer um erro: em vez dele ser adulto sendo de fato mais profundo e elaborado psicologicamente, intelectualmente, esteticamente, etc, o filme tenta fazer isso cultuando o sofrimento, mostrando como ele é corajoso por falar de temas como o câncer - ele acha que ser triste, pessimista, o torna automaticamente mais profundo, o que não é verdade (Universo Malevolente). Então em vez de um romance juvenil onde adolescentes são saudáveis, bebem refrigerante e vão a parques de diversão, nós temos um romance igualmente juvenil, mas onde adolescentes são doentes, bebem espumante e viajam pra Amsterdã. Isso não é necessariamente mais maduro, só soa um pouco mais pretensioso.

- Atores principais estão bem, convincentes e têm ótima química. Não simpatizo muito pela protagonista pois ela tem postura de vítima, sofredora (algumas pessoas parecem se sentir atraentes quando demonstram que estão deprimidas, frágeis, o que me distancia, pessoalmente).

CONCLUSÃO: Não me entreguei emocionalmente, mas é um romance bem feito, com bons personagens e diálogos, uma produção de bom gosto... Esteticamente está uns pontos acima de outros sucessos adolescentes como Crepúsculo, etc.

(The Fault in Our Stars / EUA / 2014 / Josh Boone)

FILMES PARECIDOS: P.S. Eu Te Amo, Diário de uma Paixão, Um Amor para Recordar.

NOTA: 7.0

segunda-feira, 2 de junho de 2014

No Limite do Amanhã (anotações)

- Ótimo o começo do filme quando Cruise é forçado a ir pra batalha. A identificação com o personagem é imediata pois ele é inocente, é colocado numa situação da qual não tem saída, e está totalmente despreparado pra lutar.

- Atores estão ótimos e os diálogos são muito lógicos e inteligentes... Adorei a ideia de que os soldados não podem jogar carta pra não ficarem com a ideia de que o destino não está sob o controle deles.

- Cenas de ação tensas e bem dirigidas (como a primeira chegada à praia). Efeitos especiais bem usados.

- Trama extremamente engenhosa, criativa e interessante de acompanhar. Apesar de complexa, a história é contada com clareza e sabemos o tempo inteiro o que os personagens precisam fazer, qual o próximo passo, quais são os perigos que eles podem enfrentar, etc. É um dos únicos filmes recentes que brincam com linhas do tempo mas não se tornam incompreensíveis.

- Fantástico ver a evolução de Cruise - ele se tornando cada vez mais eficaz, cada vez mais ágil. Cruise sempre interpreta personagens admiráveis. E por mais que a situação seja impossível, podemos traçar um paralelo claro com a realidade - a ideia de que a prática leva à perfeição. Filme não fala sobre valores impossíveis.

- SPOILER: Tenso quando Cruise perde o sangue! Lembramos do que a personagem da Emily Blunt disse... que uma transfusão faria ele perder o poder de voltar o tempo. Isso deixa o final mais interessante, pois se ele morrer, não há mais volta (se ele sempre tivesse infinitas vidas e não houvesse nenhum perigo, o filme não teria graça).

- Final um pouco forçado... Toda a sequência do avião chegando no Louvre parece meio exagerada mesmo pros padrões do filme.

CONCLUSÃO: Ficção inteligente, divertida, com ótima direção, bons atores e uma das tramas mais inventivas dos últimos tempos.

(Edge of Tomorrow / EUA, Austrália / 2014 / Doug Liman)

FILMES PARECIDOS: Oblivion, Sem Limites, Minority Report - A Nova Lei, Matrix.

NOTA: 7.5

domingo, 1 de junho de 2014

O Passado (anotações)

- Ator que faz o filho é muito bom (considerando que é uma criança). Todo o elenco é bom, aliás.

- Naturalismo: não conhecemos bem os personagens, não entendemos suas motivações, e o filme não tem um tema ou uma direção clara. É um retrato realista de personagens comuns e relacionamentos negativos dos quais não gostaríamos de participar. Mas pelo menos os personagens não são detestáveis - os atores são bons, atraentes, e há algumas coisas dramáticas (tentativa de suicídio da mulher, etc) portanto não são situações 100% cotidianas e desinteressantes.

- Filmes assim geralmente passam uma sensação de que as pessoas são incompreensíveis, os relacionamentos começam e terminam sem explicação, não se pode entender as ações dos personagens, etc. O engraçado é que esses filmes são vistos como mais profundos pelo público... quando na verdade esses é que são os mais superficiais... pois na vida real existiriam motivações, explicações, só que o cineasta não as enxerga ou não as expõe direito... ele só mostra o lado de fora, os resultados, a superfície, não o que há por baixo de tudo.

- SPOILER: Pena que só mais pro final surge a situação mais dramática do filme: a revelação de que o e-mail da filha pode ter sido o motivo do suicídio da mulher. Todo o final do filme é mais interessante, e começa a revelar melhor a psicologia dos personagens (o fato de Marie estar dividida entre os 2 homens, etc). O filme vai ganhando mais conflito, mais profundidade, mais intensidade.

- Muito boa a última cena e a imagem que encerra o filme. Sugere um tema abstrato de maneira econômica e puramente visual (um passado "semi-morto" que ainda se agarra aos personagens e impede que eles sigam em frente e sejam felizes).

CONCLUSÃO: Bons atores e conflitos mais fortes do final tornam o filme acima da média.

(Le Passé / França, Itália / 2013 / Asghar Farhadi)

FILMES PARECIDOS: A Separação.

NOTA: 7.0

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Malévola (anotações)

- Visual lindo, ótimos efeitos especiais. Universo de fantasia lembra Oz: Mágico e Poderoso e Avatar (o diretor Robert Stromberg foi o desenhista de produção desses 2 filmes).

- Legal que, assim como Oz: Mágico e Poderoso, filme não vira mais uma versão "dark" do conto original... É apenas a história contada por um ângulo diferente.

- A história da princesa Aurora ter que ir crescer na floresta longe dos pais não faz muito sentido, mas no desenho original também não fazia (o que não sei se é uma boa desculpa).

- Não fica muito claro qual o objetivo da Malévola na parte central do filme. Sentimos que ela quer se aproximar de Aurora, mas falta um propósito mais forte pra história.

- Malévola também poderia ser um personagem mais forte. No filme, ela não tem nem o magnetismo de um vilão, nem a empatia plena de um herói. Fica no meio do caminho... Ela é mostrada como uma vítima inocente, mas ainda é um personagem misterioso, distante, e tem todos os maneirismos de um vilão.

- SPOILER: Legal o "twist" na cena do beijo.

CONCLUSÃO: Entretenimento bem intencionado, com ótima produção, mas bastante convencional e previsível em termos de história, personagens, direção, etc.

(Maleficent / EUA, Reino Unido / 2014 / Robert Stromberg)

FILMES PARECIDOS: Oz: Mágico e Poderoso, Jack, O Caçador de Gigantes, Branca de Neve e o Caçador.

NOTA: 7.0

sábado, 24 de maio de 2014

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (anotações)

- Bem dirigido, boa fotografia / direção de arte, elenco estelar... Filme começa bem!

- Sentinelas dão ótimos vilões!! Parecem realmente indestrutíveis e ameaçadores.

- Algumas coisas lembram O Exterminador do Futuro 2 (inclusive a trama de voltar ao passado pra impedir a criação de máquinas assassinas, etc).

- A história é clara e bem narrada, mas é um pouco burocrática, não muito envolvente. A meta deles não é empolgante: convencer a Mística a não matar um homem. Não parece muito claro que isso irá impedir definitivamente a criação dos Sentinelas (com o Trask vivo, ele poderá continuar com o projeto). E mesmo que isso impeça a criação dos Sentinelas, isso não é um objetivo tão interessante... Pois não resolve o conflito entre eles e os "vilões", que seriam os humanos. Apenas tira dos humanos uma arma poderosa e adia o conflito. Mas seria mais satisfatório se eles tivessem lutando pela verdadeira causa: mostrar que eles são do bem e acabar com o preconceito.

- Poder do cara que se move rápido é o melhor!! Cena na cozinha em câmera lenta é sensacional, ponto alto do filme até agora.

- É chato que os Sentinelas só aparecem 1 vez e somem da história. Fica faltando uma ameaça mais palpável ao longo do filme.

- Filme é pouco divertido. Lembrei do que falei sobre O Hobbit - que o filme consiste basicamente de pessoas em conflito, falando em tom sério e esperando algo terrível acontecer.

- História caminha pra um final insatisfatório: se eles impedirem a construção dos Sentinelas, não haverá um confronto com o vilão que foi apresentado como a ameaça principal.

- SPOILER: Trama fica confusa no final, talvez porque o filme espera que a gente lembre dos outros filmes do X-Men e de personagens que não estavam nessa história. É pra 2023 que o Wolverine voltou no fim? Por que ele não tem memória do que aconteceu desde os anos 70? Pra brincar com viagens no tempo, acho que o filme tem que ser mais didático do que isso pra plateia não se perder.

CONCLUSÃO: A história não muito empolgante, mas a boa direção e os bons atores tornam o filme assistível e respeitável.

(X-Men: Days of Future Past / EUA, Reino Unido / 2014 / Bryan Singer)

FILMES PARECIDOS: Capitão América: O Soldado Invernal, Wolverine: Imortal, O Hobbit: A Desolação de Smaug, etc.

NOTA: 6.5

domingo, 18 de maio de 2014

Praia do Futuro (anotações)

- Visualmente o filme é bem cuidado e diferente do padrão nacional. Fotografia bonita, locações e atores atraentes, até os créditos são diferentes e chamam atenção visualmente. Divisão em capítulos também é um toque de estilo incomum.

- Estranha a cena do afogamento. Não dá pra entender direito o que está acontecendo.

- O filme é da escola Realista: não há uma sequência lógica de eventos, personagens não têm grandes objetivos, filme pula de uma cena onde nada acontece pra outra cena aleatória onde nada acontece, atores às vezes saem de quadro e a câmera não se mexe (o filme flerta seriamente com o conceito de Subjetivismo, onde tudo começa a perder o sentido).

- Filme parece motivado por interesses sexuais, não artísticos. Como se o maior propósito fosse satisfazer o desejo de ver machões em relacionamentos gays, e não o de contar uma história, transmitir uma mensagem, etc.

- Títulos dos capítulos dão a impressão de que há um conteúdo rico por trás do filme, mas na prática o filme não desenvolve esses temas.

- Filme não tem muita direção nem propósito.. Uma criança na sala não entenderia por que os adultos ficam sentados olhando essas imagens onde nada acontece.

- Relacionamento dos dois não é muito atraente e soa superficial. Não há psicologia, não sabemos o que motiva cada personagem. Apenas assistimos tudo de fora, sem nenhum insight do que está acontecendo dentro de cada um (o que impede a plateia de se identificar). Pelo menos os personagens são gostáveis (não são imorais ou algo do tipo).

- Inapropriado colocar um ator jovem super "hot" pra fazer o irmão mais novo, pois isso sugere que alguém irá se interessar por ele (o que provavelmente não irá acontecer).

- Por que o garoto rouba a moto? Ele cai de propósito? Ações dos personagens soam aleatórias.

CONCLUSÃO: Filme superficial que chama a atenção mais por causa do estilo e do (possível) apelo sexual.

(Praia do Futuro / Brasil, Alemanha / 2014 / Karim Ainouz)

FILMES PARECIDOS: Shame, Weekend.

NOTA: 4.0

sábado, 17 de maio de 2014

Godzilla (anotações)

- Estilo de direção MUITO parecido com o do Spielberg. Começo lembra Jurassic Park até demais.

- Legal que, apesar de inspirado em filmes B, a produção tem classe, atores respeitáveis (Bryan Cranston, Juliette Binoche).

- SPOILER: Cena da morte da Juliette Binoche muito dramática! Terrível a situação do marido.

- Ideia da área contaminada não estar de fato contaminada - lembra Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Diretor deve ser realmente fã do Spielberg.

- SPOILER: Fantástica a aparição do primeiro monstro. Interessante não ser o Godzilla. Filme está construindo expectativa pra chegada dele. Não comete o erro de Círculo de Fogo de mostrar tudo cedo demais.

- SPOILER: Matar o Bryan Cranston é um erro! Ele era o protagonista do filme. Estávamos envolvido com o drama dele... A morte da esposa, a luta dele pra provar que não é louco. Agora o filme perdeu o centro emocional. Não sei se o personagem do filho é interessante o bastante pra carregar o resto do filme.

- Filme fica meio sem protagonista. Não tem pessoas nem relações interessantes. "Monstros" em filmes  (dinossauros, aliens, etc) só são interessantes quando eles representam um grande medo do protagonista, ou um grande sonho, etc. A graça de Jurassic Park não vem apenas dos dinossauros - mas do fato do protagonista ser um paleontólogo que passou a vida inteira buscando fósseis, e agora poder ver dinossauros de verdade. É algo extremamente importante pra ele, pessoalmente. Aqui, o filme parece esquecer que são os desejos dos protagonistas que tornam a história interessante... Ele acha que o interessante é o Godzilla em si.

- 1h30 de filme e quase não apareceu o Godzilla! Apesar do filme não ter personagens interessantes, ele também não mostra direito os monstros! Diretor deve ter usado os exemplos de Alien ou Tubarão, que demoram pra mostrar o monstro... mas naqueles filmes existiam ótimos personagens e um bom enredo, então o filme não se tornava desinteressante.

- Visual do Godzilla é ótimo!! Pena que as cenas são meio escuras, a câmera é tremida, há sempre uma fumaça ou algo atrapalhando a visão. Queria poder ver o monstro com mais clareza.

- Música do 2001 funcionou no trailer, mas parece meio forçada no filme. A cena do salto de para-quedas não é um evento tão dramático assim que justifique essa trilha.

- Reencontro do casal no final nada emocionante, não há envolvimento pelo romance deles.

CONCLUSÃO: Produção incrível, mas filme peca pela falta de um bom roteiro e protagonistas interessantes. Apesar das boas referências, o diretor parece ainda não ter aprendido alguns princípios básicos de narrativa. Só conseguiu reproduzir a parte mais técnica e superficial dos grandes filmes-catástrofe.

(Godzilla / EUA, Japão / 2014 / Gareth Edwards)

FILMES PARECIDOS: Além da Escuridão - Star Trek, Planeta dos Macacos - A Origem, Super 8, Cloverfield.

NOTA: 6.5

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Eu, Mamãe e os Meninos (anotações)

- Que coisa feia e estranha esse homem vestido de criança!! E ele interpreta a mãe também? Qual o motivo desse casting?! (Depois descobri que é porque o filme é auto-biográfico e esse ator é também o diretor e roteirista do filme - o que de qualquer forma não resolve o problema).

- Personagem é mostrado como patético, feio, loser, sem dignidade - mas se você for ver não há nada no personagem que mereça ser zombado. Seu único problema é ser gay e sofrer de uma crise de identidade (alimentada pela mãe), mas ele é inocente. Ao mostrar ele como alguém ridículo, o filme acaba sendo homofóbico e a performance do ator passa a ser desrespeitosa.

- História pouco envolvente (naturalista). Não é sobre conflitos universais, mas uma crônica mostrando momentos da vida do autor (que se acha interessante o suficiente pra prender nossa atenção).

- Comédia não vem tanto da trama, das situações, mas das caretas do ator (que eu particularmente não acho muita graça). Parece algo meio regional, que funciona na França porque o ator deve ser famoso lá e ter um estilo já familiar pros franceses. Mas pra quem vê pela primeira vez parece meio estranho e afetado (imagine um francês chegando no Brasil e vendo pela primeira vez o "Nerso da Capitinga").

- Cenas da massagem e da colonterapia degradantes e de péssimo gosto!!!! Como um ator se sujeita a isso, sendo que ele mesmo é o autor?!

CONCLUSÃO: Não gosto do estilo de crônica do filme, mas ele ainda poderia ter sido um retrato sensível de um menino gay (ou quase-gay) assim como foi C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor (ou algo na linha do brasileiro Minha Mãe É Uma Peça) - não fosse pelo ator e pela decisão de retratar o personagem de maneira ridícula.

(Les garçons et Guillaume, à table! / França, Bélgica / 2013 / Guillaume Gallienne)

FILMES PARECIDOS: ?

NOTA: 2.0

domingo, 11 de maio de 2014

Mulheres ao Ataque (anotações)

- Fotografia mais sóbria e bem cuidada do que esperava. Não tem cara de comédia idiota.

- Interessante como o filme revela que o cara tem outra mulher: casualmente, como se não fosse um choque pra plateia.

- Atrizes ótimas pra comédia. Essa que faz a esposa do Mark é realmente fantástica (Leslie Mann).

- Diálogos bem escritos, piadas inteligentes. Definitivamente não é o besteirol que eu estava esperando.

- Cão fazendo as "necessidades" na sala: desnecessário!

- Trama interessante, divertida. Relação da esposa com a amante é naturalmente engraçada.

- HAHAHA - as duas caídas no meio das plantas: parece cena de filme do Buster Keaton! Todo o filme tem um estilo clássico de roteiro / humor / direção. Lembra comédias dos anos 30 / 40 como Núpcias de Escândalo. Muitas das piadas são puramente visuais.

- Mark passando mal no banheiro: outra cena desnecessária!! Uma das melhores características do filme é que ele tem certa sofisticação, esse tipo de cena vulgar quebra o clima (eles deviam estar querendo imitar o Missão Madrinha de Casamento). Também acho bem questionável o que elas estão fazendo com o cara (dando hormônio, etc), elas estão se tornando tão erradas quanto ele.

- Filme peca um pouco pela falta de uma mensagem mais séria, uma dimensão dramática, que faça a gente realmente torcer por essas mulheres (elas são palhaças quase o tempo todo - o que acaba cansando depois de um tempo, soando como pessoas superficiais). Thelma & Louise poderia ter sido uma ótima referência pra roteirista (a mistura da aventura, do cômico, com o sério).

- Humor vai perdendo o sentido mais pro final e se tornando exagerado (cena do travesti no bar, Cameron Diaz caindo do telhado, etc). Outro ponto fraco é que o "vilão" (Mark) não é muito forte, ameaçador... Ele é tão patético que acaba não tendo graça vê-lo sendo pego. Filme é interessante mais por ser sobre 3 mulheres divertidas criando uma amizade e vivendo uma aventura juntas.

CONCLUSÃO: Filme certamente tem algumas falhas, mas o nível do roteiro, da direção, do elenco, é acima do que se poderia esperar.

(The Other Woman / EUA / 2014 / Nick Cassavetes)

FILMES PARECIDOS: Missão Madrinha de Casamento, Mulheres - O Sexo Forte, Em Seu Lugar, O Clube das Desquitadas.

NOTA: 7.0

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Amante a Domicílio (anotações)

- Premissa muito irreal, forçada. Personagens precisariam de um motivo mais convincente pra considerar prostituição.

- Trilha sonora inadequada - muito alta em momentos de diálogo. Direção estranha.

- Faria muito mais sentido se, em vez do John Turturro, o Woody Allen chamasse um cara jovem e sexy (e falido) pra se prostituir. Não há graça em ver o John Turturro numa situação dessas - ele não tem senso de humor, carisma, expressão, sensualidade - acaba sendo constrangedor. É um erro de casting que pode arruinar todo o filme.

- Cena do encontro com Sharon Stone artificial e mal dirigida. Filme infelizmente é um desastre.

- Cena da dança com Sofia Vergara - tom está completamente errado. Era pra ser cômico? Filme todo parece reflexo de uma distorção de auto-imagem de John Turturro, que escreveu, dirigiu e estrelou um filme sobre mulheres lindas correndo atrás dele. O problema é que o roteiro não é bom, a direção não é boa, ele está errado no papel, e ele não tem o tipo de aparência ou personalidade pra atrair essas mulheres.

(neste momento saí da sala)

CONCLUSÃO: Até onde vi, o filme parecia uma tentativa de Turturro de fazer um filme do Woody Allen. Mas a história é fraca, o casting está errado, diálogos não são inteligentes nem engraçados. Só quando Woody está em cena o filme ganha certa vida.

(Fading Gigolo / EUA / 2013 / John Turturro)

FILMES PARECIDOS: os do Woody Allen, mas mesmo os piores da carreira dele são melhores que este.

NOTA: 2.0 (até onde vi)