
Do diretor do premiado documentário Estamira, o filme conta a história de 3 jovens que vivem um momento intenso num festival de música eletrônica, e depois tomam rumos diferentes.
Meu problema com o filme é que eu não gosto nem do assunto, nem dos personagens, nem do estilo de narrativa. A abordagem é Naturalista e além disso a história é contada fora de ordem cronológica. Não há um enredo; é basicamente uma alternância entre cenas de sexo (com muita nudez, como nos tempos da pornochanchada), imagens de pseudo-lésbicas se beijando e trocando sorrisos maliciosos (pra dar ao filme um ar "moderno"), e pessoas consumindo drogas.
Apesar do tom crítico do título, o filme não é uma denúncia, nem mesmo um retrato neutro, e sim uma celebração desse estilo de vida (que "infelizmente" traz algumas consequências negativas); um retrato simpatizante dessa geração de hippies endinheirados que parecem modelos e podem viajar pra Holanda pra consumir drogas.
Nós acompanhamos os personagens de festa em festa, viajando, traficando drogas, fazendo sexo sem sentido, ouvindo sons monótonos em raves, rindo histericamente num minuto e chorando sem motivo no próximo. Eles buscam todo tipo de prazer no irracional, no ato de desligar a mente, e depois vão contemplar o mar e se perguntar por que a vida é tão trágica e incompreensível (o filme está explicitamente na premissa de "universo malevolente").
Mais pro fim, são jogados alguns diálogos Freudianos que tentam enfiar na história algum significado mais profundo, sem sucesso.
O filme tem uma produção bem cuidada, imagens bonitas, mas o material é tão pobre que não vem ao caso elogiá-lo por competência técnica.
Paraísos Artificiais (Brasil / 2012 / 96 min / Marcos Prado)
INDICAÇÃO: Quem gostou de VIPs, Meu Nome Não É Johnny, etc.
NOTA: 3.0


